13/04/2021
A todos:
Gostaria de pedir a todos as minhas desculpas pelo silêncio que se tem vindo a fazer sentir neste passado ano, que venho agora quebrar com uma decisão que tenho vindo a formular para mim com bastante dificuldade: decidi retirar-me do meu cargo na Associação.
Muitos de V. não saberão, mas os últimos dois anos foram de stress elevado no que toca à minha saúde, tendo de lidar com o surgimento de um tumor cerebral – que acabou por me deixar surdo de um ouvido – e mais recentemente um atropelamento. Felizmente, a nível físico, tenho conseguido recuperar bastante bem, mas sendo o mais sincero que posso ser, não concebia muito bem o impacto que isso ia ter na minha disposição mental, o que em junção com a pandemia e outras questões pessoais, se tem vindo a provar um obstáculo que, de momento, não estou a conseguir superar como gostaria ou estaria à espera de fazer.
A Associação foi algo que nasceu entre família e amigos, onde eu me dediquei a ajudar os outros tanto quanto conseguia, e essa vontade e desejo não mudou – mas a verdade é que não estou capaz de liderar esta missão, para já, e sinto que o tempo que já levei a tomar esta decisão negligenciou pessoas que realmente precisam de apoio e orientação.
Assim sendo, por mais difícil que me seja tomar esta decisão, espero que surja alguém que tome o meu lugar e que dê a esta Associação e a esta comunidade o que lhes é merecido.
É importante frisar que, abdicando do meu lugar existem duas vertentes do que pode acontecer à Associação:
1) alguém se voluntaria para o meu lugar, forma novos Órgãos Sociais e f**a a liderar a APCMT a todos os níveis – eu disponho-me a ajudar na transição para que se entenda todas as obrigações a que o cargo está sujeito e quaisquer outras questões relevantes;
2) Não havendo novo Presidente, a APCMT é obrigada a encerrar as suas actividades durante tempo indefinido, sendo que eu próprio poderei reabrir no futuro.
Agradeço a todos os que ao longo dos anos participaram e apoiaram esta causa, foi um trabalho onde investi muito tempo e dedicação mas, sabe-se de conhecimento popular que quando se gosta de algo tem de se deixar partir e creio que isto seja verdade especialmente quando não estamos capazes de dar o nosso melhor, que é o que todos V. merecem.
Com os melhores cumprimentos,
Diogo Moura Lopes