14/12/2025
Daqui a um mês, sensivelmente, faz um ano que o meu mundo parou, a Miriam desde cedo que teve algumas crises respiratórias. E adaptação à creche foi difícil, pois com os vírus, f**a sempre com a parte respiratória alterada.
Quando entramos pela primeira vez no pediátrico fomos mandadas embora e voltamos um dia depois.
Não só confirmamos que em pouco tempo tinha tido três vírus, como estava com pneumonia, mas o pior é que estava desidratada. Como mãe não aguentei, precisei de suporte e que outra pessoa f**asse ao lado dela depois de a tentarem picar muitas vezes para a colocar a soro.
Faz de mim menos mãe?
Não, faz de mim humana. Um ser humano que sabia que alguma coisa não estava nada bem quando entrou no dia anterior. Não me senti ouvida, nem acolhida porque tinha usado um oxímetro no dedo grande do pé e essas coisas não se fazem em casa, ouvi a enfermeira dizer.
Porque vos estou a contar isto?
Porque só há poucas semanas, por algo que gosto muito, fui capaz de deixar a Miriam sem estar a menos de uma hora de distância. Depois do primeiro ano de vida dela, depois de acabar de fazer actualização formativa, iniciar o meu percurso e de se identif**ar a minha rotina de trabalho. Deixei-a, a medo, e um medo justif**ado pois no dia seguinte estava com febre.
Foi muito duro, não a poder abraçar, ouvir a respiração e ter certeza que estava doente mas que não era grave. Não voltei, confiei que quem cuidaria dela seguiria todas as minhas indicações e respeitaria as minhas indicações enquanto mãe. Porque ser mãe é ter uma extensão do nosso coração em outro ser.
Conto-vos isto para validar todas as mães que se ausentam, porque no fim o mais importante é estarem seguras de si e ter uma rede de apoio que vos respeita acima de tudo.
Prontas para mais aventuras, não para mais bicharocos! ❤️