13/05/2026
O contato com a Terra no local onde nasci ( casa dos pais) e o melhor remédio de libertação do tempo, onde se vive só no agora, bem focada em cada detalhe.
Há 25 anos atrás, quando fui para Portugal no 1-o meu trabalho ouvi a palavra ( estress) e embora que era uma palavra bem conhecida a expressão portuguesa de “ ai que stress “ deixava-me pouco confusa.
Num dia di por mim a me perguntar como se sentia aquele estresse… como se manifestava, até parece que o convidei para o sentir num contesto de o entender, por ser falado tanto pelo os meus colegas do trabalho.
Eu, com os meus 26 anos na altura, já com dois filhos e poucos anos de trabalho como educadora de infância, não entendia o estresse como uma sensação, mas sim como uma palavra.
Até que em meio ano senti pela própria experiência a falta do tempo, o tempo sob o controlo total, parecia que não vivia, apenas estava um robô programado só para o trabalho.
E foram quase sete anos desta sensação trabalhando em dois trabalhos, sem vida própria, sem direito em f**ar doente, até que um dia comecei a desmaiar, sem outra sensação, marcadores dos analises em norma e tudo pela exaustão física.
Entendi que a vida me colocou num desafio de “ tomada de decisão “, onde era muito inexperiente de o fazer, mas o fiz, não por pensar em mim na altura, pelo facto de não aguentar em cumprir o meu dever no trabalho. E a partir de 2008 o meu mundo mudou, voltando-o a ver novamente em cores já conhecidas, em sons acolhedores.
Hoje entendo que o stress é aquela ânsia do tempo sem tempo.
E a sensação do controlo total sobre o fluxo, onde tudo acontece no tempo apressado, não vivido.
Voltar as raízes ajuda me a viver em pormenor a cada experiência, revivendo os sons, cheiros, sabores conhecidos pelo meu cérebro, corpo e alma.
Recarregar, enraizar, viver em gratidão por ter aonde voltar.
🙏🫶☀️💫💗