13/05/2026
Muito do que comes é por impulso. Pegas no que está à mão, no que sabe bem, no que sempre fizeste. E quase nunca paras para pensar no que pões ao lado.
Combinar alimentos é, antes de tudo, um hábito. Já te tenho falado em criar hábitos: este é mais um. Quando te habituas a pensar no que combina com o quê, deixa de exigir esforço. Passa a ser automático, como pôr o cinto.
E porque é que isto importa? Porque há alimentos de glicémia alta, que disparam o açúcar no sangue, e alimentos de glicémia baixa, que o deixam entrar devagar. Quando combinas um hidrato de glicémia alta com proteína, gordura boa ou fibra, controlas a velocidade a que esse açúcar entra. E é essa velocidade que decide se o teu corpo usa a energia ou se manda o fígado guardar o excesso como gordura.
A inflamação de que tanto se fala começa muitas vezes aqui: gordura que se vai acumulando porque o organismo recebeu mais açúcar de uma vez do que conseguia gerir. Combinar bem é travar isso, refeição a refeição.
Alguns exemplos que dou em consulta:
A fruta a meio da manhã com um punhado de frutos secos ou um iogurte natural, em vez de sozinha.
A torrada com ovo e abacate, em vez da torrada só com compota.
Os legumes e a proteína primeiro no prato, e o arroz ou a massa por fim.
Nada disto exige cozinhar melhor. Exige juntar melhor. E, sobretudo, exige repetir, até deixar de ser uma decisão e passar a ser um hábito.
Se queres aprender a combinar sem pensar, é exatamente isto que ensino passo a passo na Comunidade Fígado Vital, gratuita, com lives semanais sobre fígado, intestino e metabolismo.
Comenta FÍGADO VITAL e envio-te o acesso.
Link na bio.