07/04/2026
Sabia que, em média, a mulher chega à menopausa a tomar três medicamentos? Ansiolítico, medicamento para dormir e medicamento para o colesterol. Mas por que acontece isto? É o resultado do que se designa por medicalização da menopausa. Cada sintoma ou sinal a ser tratado com um comprimido, sem que a causa hormonal de base seja corrigida.
E isto não começa no dia da última menstruação, mas nos 5 a 7 anos que antecedem a menopausa, num período designado por transição menopausal. Durante esta fase da vida, as mulheres vivem uma verdadeira montanha-
russa de variações hormonais. Da mesma forma que ovulam e podem engravidar, podem ter, em alguns meses, afrontamentos, nevoeiro mental, perda de foco e memória, insónia e ansiedade.
O que acontece quando a mulher procura um médico com uma alteração de colesterol, mas ainda está a menstruar, por volta dos 40, 45 anos de idade? Medicamento para reduzir o colesterol e mais nada. E o sono? Esta é, talvez, a mais precoce das alterações da transição menopausal e também uma das mais difíceis de tratar e que mais compromete a qualidade de vida da mulher nesta fase. Um estudo demonstrou que as perturbações do sono precedem, em pelo menos seis meses, a primeira alteração do FSH, uma hormona produzida na hipófise que funciona como um marca-passo do ciclo hormonal.
Desesperada por dormir, esgotada e com a memória comprometida, esta mulher procura um médico e recebe o quê? Um medicamento para dormir e um ansiolítico. Não há problema em recorrer a uma medicação com boa indicação clínica e avaliação médica. O problema está em não associar estas queixas à transição menopausal e privar a paciente de um tratamento que, de facto, corrija o que está a causar os sintomas: as suas hormonas.
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