Margarida Pires - Alquimia Feminina

Margarida Pires - Alquimia Feminina 🌻Coach de Gestão de Ansiedade
🧘Yoga | Terapias Energéticas
🦅Equilíbrio • Autenticidade • Cura Interior
🗝️Descobre o caminho!

“Vivo como se estivesse presa dentro de mim.”Se sentes medo constante, ataques de pânico ou pensamentos obsessivos, conh...
14/02/2026

“Vivo como se estivesse presa dentro de mim.”

Se sentes medo constante, ataques de pânico ou pensamentos obsessivos, conheces esta sensação.

Como se algo dentro de ti te mantivesse em estado de alerta permanente.
Como se o teu próprio sistema interno não te deixasse descansar.

A preocupação constante.
As emoções avassaladoras.
As sensações físicas que surgem sem aviso.

É como cumprir uma pena — sem nunca ter havido um julgamento consciente.

O medo e a ansiedade encolhem o teu mundo.
Limitam as tuas escolhas.
Drenam a tua vitalidade.

E viver assim é profundamente cansativo.

Mas o que muitas pessoas não sabem é que nem tudo isto começa em ti.

Muitas vezes, estes estados têm origem em dinâmicas inconscientes do sistema familiar.

Lealdades invisíveis.
Medos que não começaram na tua geração.
Responsabilidades emocionais que assumiste sem perceber.

É aqui que entram as Constelações Familiares.

As Constelações Familiares são um método terapêutico que permite tornar visível aquilo que está inconsciente — padrões, emaranhamentos e cargas emocionais que continuam ativos no teu sistema nervoso e no teu corpo.

Não é sobre reviver o passado.
É sobre compreender o que estás a carregar — e devolver o que não te pertence.

Quando isso acontece, o sistema deixa de viver em estado de sobrevivência.

O corpo começa a relaxar.
A mente ganha espaço.
E algo dentro de ti reorganiza-se.

💚Benefícios que muitas pessoas relatam após uma constelação:

– redução da ansiedade e do medo
– maior sensação de estabilidade interna
– libertação de padrões repetitivos
– mais clareza emocional
– sensação de leveza e autonomia

Não porque algo foi “forçado”.
Mas porque o sistema deixou de carregar sozinho aquilo que nunca foi só teu.

Encontrar uma saída é mais simples do que parece — quando olhamos na direção certa.

A agenda para sessões de Constelações Familiares está aberta.

Se sentes que é o momento de compreender e libertar o que te tem mantido presa, podes enviar-me mensagem privada ou aceder ao link na bio para marcações.

O primeiro passo não é lutar contra ti.
É começares a compreender-te.🗝️

Sexta-feira 13 não é sobre azar. É sobre consciência.🧹Datas como esta ativam, muitas vezes, desconforto, medo ou inquiet...
13/02/2026

Sexta-feira 13 não é sobre azar. É sobre consciência.🧹

Datas como esta ativam, muitas vezes, desconforto, medo ou inquietação — não por causa do dia em si, mas porque nos confrontam com algo mais profundo: a nossa relação com o desconhecido e com a perda de controlo.

O ser humano procura segurança.
Procura previsibilidade.
Procura garantias.

Mas o equilíbrio interno não nasce quando tudo está controlado.
Nasce quando conseguimos manter-nos presentes, mesmo quando não está.

🧘O Yoga ensina-nos que o verdadeiro equilíbrio não depende do que acontece fora.
Depende da capacidade de observar o que acontece dentro — sem reagir automaticamente.

Cada momento de desconforto é uma oportunidade de autoconhecimento.
De perceber como o corpo responde.
Como a mente interpreta.
Como o sistema nervoso se regula — ou se desorganiza.

🪞Sexta-feira 13 pode ser apenas mais um dia.
Ou pode ser um convite a observar:

Onde procuras segurança fora de ti?
E onde podes começar a construí-la dentro?

Equilíbrio interno não é viver sem incerteza.
É desenvolver estabilidade suficiente para não te perderes quando ela aparece.

É isso que a prática nos ensina.
Não evitar a vida — mas aprender a sustentar-nos dentro dela.

Hoje é um bom dia para voltares ao teu centro.🗝️

Se sentes que é tempo de aprofundar essa relação contigo, começa pelo mais simples: parar, respirar e escutar o teu corpo.

🗝️A fome emocional termina quando regressas ao teu próprio centro.Vivemos um momento de rutura silenciosa, mas profundam...
12/02/2026

🗝️A fome emocional termina quando regressas ao teu próprio centro.

Vivemos um momento de rutura silenciosa, mas profundamente transformadora.

Clarissa Pinkola Estés, autora de "As mulheres que correm com os lobos", fala da fome emocional como uma fome da Alma.
Não fome de comida.
Mas fome de presença.
Fome de pertença.
Fome de ser vista, sentida, reconhecida.

Esta fome nasce quando aprendemos, desde cedo, a afastar-nos de quem realmente somos — para manter o amor, a segurança, a aceitação.

No sistema familiar, muitas vezes tornamo-nos reguladoras emocionais do ambiente.
Aprendemos a sentir o outro antes de sentir a nós mesmas.
Aprendemos a adaptar-nos, a antecipar, a sustentar.

E é aqui que nasce a codependência.

Não como fraqueza, mas como uma estratégia de sobrevivência.

Mais tarde, essa mesma fome leva-nos a procurar fora aquilo que não aprendemos a dar a nós próprias.

Num parceiro.
Num professor.
Num guia.
Num guru.

Projetamos no outro a autoridade que ainda não reconhecemos dentro de nós.

É por isso que vemos, repetidamente, a queda de gurus.

Não porque o desejo de orientação seja errado — mas porque nenhuma figura externa pode sustentar o lugar que pertence à nossa própria consciência.

Quando estamos separadas do nosso centro, procuramos alguém que nos diga quem somos.
Quando regressamos ao nosso centro, reconhecemos que o verdadeiro guia nunca esteve fora.

O patriarcado sustentou-se, durante séculos, nesta desconexão interna.

Um sistema onde o feminino foi ensinado a duvidar da sua própria sabedoria.
Onde a autoridade foi colocada fora.
Onde a intuição foi silenciada.
Onde o corpo foi ignorado.

Mas o sagrado feminino não é submissão.
É soberania interna.

É a capacidade de sustentar a própria experiência sem precisar de aprovação externa para validá-la.

Equilíbrio interno não é ausência de necessidade.
É ausência de abandono de si mesma.

É deixar de procurar fora aquilo que só pode ser reconstruído dentro.

O Yoga ensina isso de forma muito clara.

Yoga signif**a união.

O fim da fragmentação interna.
O fim da dependência externa para sentir estabilidade interna.

Quando o sistema nervoso aprende a regular-se, a fome começa a transformar-se.

Já não é uma fome que consome.
Torna-se uma força que orienta.

Já não é uma busca por alguém que nos complete.
Torna-se um regresso a quem sempre fomos.

O verdadeiro equilíbrio nasce no momento em que deixamos de nos abandonar.🌻

🗝️Há um tipo de trabalho que não se explica. Reconhece-se.Esta imagem não é uma tendência do momento.É um espelho.Vivemo...
11/02/2026

🗝️Há um tipo de trabalho que não se explica. Reconhece-se.

Esta imagem não é uma tendência do momento.
É um espelho.

Vivemos num tempo onde tudo é rápido, imediato, superficial.
Mas o trabalho que eu faço — e a forma como existo — nunca pertenceu a esse lugar.

Esta caricatura não mostra apenas o meu rosto.
Mostra o que sustento.

Mostra a mulher que aprendeu a permanecer quando seria mais fácil fugir.
A guia que não promete atalhos, mas sustenta processos reais de transformação.
A criadora que construiu, ao longo dos anos, um espaço onde o corpo pode finalmente deixar de lutar e começar a regular.

O coração iluminado no centro é responsabilidade.

Porque trabalhar com o sistema nervoso, com o corpo, com a energia e com a consciência humana exige presença, maturidade e integridade.

A luz que aparece nesta imagem não é sobre “brilhar”.
É sobre clareza.
Sobre ver o que muitos evitam ver.
Sobre permanecer estável quando os outros estão em colapso.

As pessoas que chegam até mim não procuram entretenimento.
Procuram verdade.
Procuram regulação.
Procuram regressar a si mesmas.

E o meu papel não é salvá-las.
É sustentar um espaço onde elas possam lembrar-se de quem são.

Esta imagem mostra algo que eu própria levei anos a aceitar:

Eu não crio dependência.
Eu devolvo autonomia.

Eu não ofereço fuga.
Eu ensino presença.

Eu não trabalho com performance.
Eu trabalho com transformação.

Isto não é uma tendência do momento.
É o resultado de anos de caminhada, estudo, prática e entrega.

E quem sente isto, reconhece.

Não com a mente.
Mas com o corpo.🗝️

👉 “Equilíbrio não é estar bem. É saber voltar.”Equilíbrio não é estar sempre bem.Não é estar sempre calma, positiva ou c...
09/02/2026

👉 “Equilíbrio não é estar bem. É saber voltar.”

Equilíbrio não é estar sempre bem.
Não é estar sempre calma, positiva ou centrada.

✨ Equilíbrio é conseguir voltar ao centro depois de sair dele.

Há uma diferença importante — e muitas vezes ignorada — entre controlo emocional e autorregulação.

🔹 Controlo emocional é tentar gerir emoções pela força:
“não sentir”, “não reagir”, “não demonstrar”.

🔹 Autorregulação é diferente:
é permitir que a emoção exista sem perder o chão.
Sentir sem colapsar.
Mover sem se desorganizar.

O corpo é o nosso regulador primário.
Antes da mente explicar, o corpo já respondeu.
Respiração, tensão muscular, ritmo cardíaco — tudo isto informa como estamos a lidar com o mundo.

As emoções não são erros nem fraquezas.
São movimento de energia no sistema.
Quando fluem, regulam.
Quando são reprimidas ou aceleradas em excesso, desorganizam.

🌿 É aqui que entram o Yoga e as práticas conscientes.
Não como performance, nem como correção.
Mas como ferramentas de regulação.

Movimento com presença.
Respiração que devolve ritmo.
Atenção que ancora o sistema nervoso.

Não para eliminar emoções.
Mas para criar capacidade interna para as atravessar.

🔥 Não precisamos de eliminar emoções.
Precisamos de capacidade para senti-las sem colapsar.

Quando o corpo se sente seguro, o equilíbrio deixa de ser uma meta distante —
e passa a ser um lugar ao qual sabemos regressar.

🤍 O corpo sabe o caminho — quando aprendemos a escutá-lo.

🌛Envelhecer não é apenas uma questão de tempo. É, sobretudo, uma questão de regulação.Com o passar dos anos, o sistema n...
05/02/2026

🌛Envelhecer não é apenas uma questão de tempo. É, sobretudo, uma questão de regulação.

Com o passar dos anos, o sistema nervoso torna-se mais vulnerável ao stress crónico. A exposição prolongada ao cortisol — a principal hormona do stress — está associada à diminuição do volume do hipocampo, uma região essencial para a memória, aprendizagem e regulação emocional (Lupien et al., 2009).

É aqui que a prática do Yoga revela o seu valor profundo.

Estudos em neurociência demonstram que o Yoga contribui para a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de se reorganizar e adaptar ao longo da vida. Uma investigação publicada em Frontiers in Human Neuroscience verificou que praticantes regulares de Yoga apresentam maior espessura cortical em áreas associadas à atenção, consciência corporal e regulação emocional (Villemure et al., 2015).

O Yoga atua diretamente sobre o sistema nervoso autónomo, promovendo a ativação do sistema parassimpático — o ramo responsável pelo descanso, recuperação e regeneração. A respiração consciente, elemento central da prática, estimula o nervo vago, reduzindo a frequência cardíaca, diminuindo a inflamação e aumentando a sensação de segurança interna (Streeter et al., 2012).

Este processo tem efeitos concretos no envelhecimento:

– melhora o equilíbrio físico e reduz o risco de quedas
– preserva a função cognitiva
– reduz ansiedade e depressão
– melhora a qualidade do sono
– aumenta a resiliência ao stress

Mas talvez o efeito mais importante seja mais subtil.

Ao regular o sistema nervoso, o Yoga restaura o equilíbrio interno. E é esse equilíbrio interno que sustenta a nossa capacidade de responder ao mundo externo com clareza, em vez de reatividade.

O equilíbrio não é apenas físico. É neurológico. É emocional. É relacional.

Envelhecer com vitalidade não signif**a evitar a passagem do tempo. Signif**a preservar a capacidade de adaptação, presença e autorregulação.

É isso que a prática sustenta.

Não como promessa de juventude eterna — mas como caminho de integridade ao longo da vida.🗝️

Hoje a Alquimia Feminina dá um passo importante.🎉A marca/ método Alquimia Feminina está oficialmente registada.🗝️Este nã...
03/02/2026

Hoje a Alquimia Feminina dá um passo importante.🎉

A marca/ método Alquimia Feminina está oficialmente registada.🗝️

Este não é apenas um detalhe legal.
É um gesto de compromisso com a continuidade, a ética e a responsabilidade deste trabalho.

Num tempo em que tudo parece rápido e descartável, escolhi estruturar e proteger aquilo que venho a construir com intenção, cuidado e coerência ao longo de 10 anos.

Alquimia Feminina é um espaço vivo de prática, escuta e transformação para todos os que desejam.
E hoje, passa a estar oficialmente cuidado — para que quem chega encontre segurança, clareza e presença.🌻

Obrigada a quem caminha comigo 🤍 e benvindos a todos aqueles que chegam a partir de agora.

Namastê!

Yoga: união, consciência e responsabilidade🧘Na filosofia do Yoga, a guerra não começa nos campos de batalha.Ela começa m...
03/02/2026

Yoga: união, consciência e responsabilidade🧘

Na filosofia do Yoga, a guerra não começa nos campos de batalha.
Ela começa muito antes — nas pequenas competições, nas comparações, no desejo de vencer o outro, no medo de perder espaço.

Começa quando nos separamos.

Yoga signif**a união.
União entre corpo e mente.
Entre ação e consciência.
Entre o que sentimos, pensamos e fazemos.

O oposto de Yoga não é o conflito externo — é a desconexão interna.

Quando vivemos dominados pelos kleshas (1) — ignorância, apego, aversão, medo — passamos a reagir em vez de responder. E aquilo que não é visto em nós transforma-se em julgamento, violência subtil, competição constante.

O Yoga ensina que a libertação (moksha) não acontece pela negação do mundo, mas pela clareza com que o habitamos.

Por isso, a prática não é neutra.🗝️

Ser orientado pelo Yoga é ser orientado para longe de:
– violência;
– mentira;
– injustiça;
– desumanização.

E é ser orientado em direção:
– à verdade (satya);
– à não-violência (ahimsa);
– ao discernimento (viveka);
– à responsabilidade consciente.

Quando permanecemos indiferentes ao sofrimento, à injustiça ou à mentira, não estamos em equilíbrio — estamos dissociados.
E a filosofia do Yoga é clara: a inconsciência também gera karma.

O silêncio interno não pode ser construído à custa da anestesia moral.
Caso contrário, tornamo-nos cúmplices.

O Yoga não é escapar do mundo.
É aprender a viver nele com mais lucidez, menos reatividade e mais coerência.

✨ A verdadeira harmonia começa quando a união interior se reflete nas nossas escolhas.

O caminho do Yoga é um caminho de libertação —
mas nunca sem consciência. 🌿

“Aquele que é livre do ódio, amigo de todos os seres, compassivo e desapegado, esse é querido para Mim.”
— Bhagavad Gītā 12.13

(1) Os ensinamentos budistas descrevem os 5 kleshas como a fonte de todos os problemas individuais e do mundo. São obstáculos internos que surgem nas nossas mentes e nos causam sofrimento. Podem criar perturbações poderosas no nosso mundo interior e atuar como veneno nas nossas vidas.

NOVO ARTIGO NO BLOG:
03/02/2026

NOVO ARTIGO NO BLOG:

Imagem Pinterest Vivemos um tempo histórico marcado por polarização, conflitos, guerras e uma sensação coletiva de instabilidade. O mundo n...

Vivemos tempos intensos.Rápidos. Imprevisíveis. Cheios de informação, tensão e ruído constante.Mesmo quando “está tudo b...
01/02/2026

Vivemos tempos intensos.
Rápidos. Imprevisíveis. Cheios de informação, tensão e ruído constante.

Mesmo quando “está tudo bem” à nossa volta, algo dentro não descansa.
O corpo acelera.
A mente não abranda.
A energia f**a dispersa.

Não é coincidência.

O mundo atravessa ciclos de grande instabilidade — social, emocional, energética.
E nós não estamos separados disso.
O que acontece fora influencia, inevitavelmente, o que acontece dentro.

Harmonia e equilíbrio físico e emocional não são estados fixos nem metas a alcançar.
São processos vivos de ajuste contínuo.

Quando o ambiente é exigente, o sistema nervoso reage.
Quando há excesso de estímulo, o corpo entra em defesa.
Quando vivemos demasiado tempo em alerta, a energia vital fragmenta-se.

Equilíbrio interno não é ausência de emoção.
É capacidade de autorregulação.
De sentir sem colapsar.
De agir sem entrar em exaustão.
De escutar antes de reagir.

Harmonizar a energia vital começa, muitas vezes, por coisas simples — mas profundas:
voltar ao corpo, abrandar o ritmo, regular a respiração, reconhecer limites.

Num mundo em desequilíbrio, cuidar da tua harmonia interna não é egoísmo.
É responsabilidade.

O meu trabalho não é convencer, salvar ou adaptar-me.
É sustentar um espaço claro para quem sente que já é tempo de regressar ao centro.

🤍 Se este texto te encontrou, talvez não seja por acaso.
F**a. Respira. E observa o que em ti pede equilíbrio.🗝️

A autoexigência é muitas vezes confundida com motivação, responsabilidade ou ambição saudável. Mas, quando se torna rígi...
29/01/2026

A autoexigência é muitas vezes confundida com motivação, responsabilidade ou ambição saudável. Mas, quando se torna rígida, constante e internamente punitiva, deixa de ser motor — e passa a ser fonte de ansiedade.

A ansiedade associada à autoexigência não nasce do mundo externo. Nasce da relação que a pessoa estabelece consigo mesma.

O que é, afinal, a autoexigência excessiva?
Do ponto de vista psicológico, a autoexigência excessiva está ligada ao perfeccionismo mal-adaptativo — uma forma de funcionamento em que o valor pessoal depende do desempenho, da produtividade ou da aprovação externa.

Segundo Paul Hewitt e Gordon Flett (1), investigadores de referência nesta área, este tipo de perfeccionismo está fortemente associado a:
- ansiedade crónica;
- ruminação mental;
- medo de falhar;
- sentimentos persistentes de inadequação.

A pessoa vive num estado interno de “ainda não é suficiente”.

A ansiedade não surge porque a pessoa “pensa demais” ou “não sabe relaxar”. Surge porque o sistema nervoso vive em hipervigilância constante.

Quando existe uma voz interna que exige:
- mais esforço
- mais controlo
- mais resultados
- menos erro,
o corpo interpreta o mundo como um lugar perigoso.
E responde como sabe: ativando o sistema de alerta.
Respiração curta, tensão muscular, fadiga, dificuldade em desligar, insónia — são respostas fisiológicas coerentes com um ambiente interno exigente e pouco compassivo.

Do ponto de vista das Constelações Familiares, a autoexigência excessiva e a ansiedade nem sempre nascem apenas da história individual. Muitas vezes estão ligadas a dinâmicas sistémicas inconscientes: lealdades invisíveis à família, tentativas de compensar sofrimentos antigos ou de “fazer melhor” por quem veio antes.

Quando alguém carrega a sensação de que nunca é suficiente, pode estar, sem saber, a tentar dar sentido a desequilíbrios do sistema familiar — assumindo responsabilidades que não lhe pertencem, ocupando lugares que não são seus ou vivendo sob a crença inconsciente de que relaxar, falhar ou escolher um caminho próprio pode signif**ar deslealdade.

Neste contexto, a ansiedade surge como um sinal do corpo e do sistema: algo está fora do lugar. Não é fraqueza, nem falta de capacidade. É informação. O corpo manifesta aquilo que não foi visto, reconhecido ou integrado no campo familiar.

Trazer consciência a estas dinâmicas — reconhecendo o que é nosso e devolvendo o que não nos pertence — pode aliviar profundamente a pressão interna. A autoexigência começa a abrandar quando deixamos de tentar provar, compensar ou reparar histórias que não começaram conosco.

Porque descansar é tão difícil?
Para pessoas autoexigentes, descansar pode ativar ansiedade, culpa ou sensação de inutilidade.
Não porque não saibam descansar — mas porque o descanso ameaça a identidade construída em torno do “fazer”.
Do ponto de vista neuropsicológico, isto traduz-se numa dificuldade em ativar o sistema parassimpático (associado ao repouso e regeneração).
Não é falta de disciplina.
É um sistema nervoso que não se sente seguro sem controlo.

A saída da ansiedade associada à autoexigência não passa por abandonar objetivos ou ambições.
Passa por transformar a relação interna.
Abordagens baseadas na autocompaixão (Kristin Neff (2)) mostram que tratar-se com humanidade, em vez de crítica, está associado a:
- menor ansiedade
- maior resiliência emocional
- maior estabilidade motivacional

Curiosamente, pessoas mais autocompassivas não são menos responsáveis — são mais sustentáveis.

Práticas como:
- consciência corporal
- respiração reguladora
- Yoga terapêutico
- psicoterapia
- coaching
ajudam a reeducar o sistema nervoso e a criar segurança interna, condição essencial para que a ansiedade diminua.

Falando do coaching de ansiedade e stress este distingue de abordagens focadas apenas no desempenho ou na motivação.
O trabalho não é “fazer mais” nem “ser melhor”, mas compreender os mecanismos internos que mantêm o estado de stress e aprender a regulá-los de forma consciente.
O coaching de ansiedade e stress atua na ponte entre consciência e ação: ajuda a transformar entendimento em escolhas concretas no dia a dia, respeitando os limites do sistema nervoso e promovendo maior equilíbrio interno.
Em vez de reforçar a lógica do “tens de conseguir”, propõe uma pergunta diferente e essencial:
“O que é que o meu sistema precisa agora para sair do modo sobrevivência?”
Esta deslocação — da exigência para a escuta — é muitas vezes o primeiro passo real para reduzir a ansiedade de forma duradoura.

A autoexigência excessiva não é força. É um pedido de segurança.
E a ansiedade não é fraqueza. É inteligência biológica a tentar proteger.
O trabalho não é silenciar a ansiedade, mas escutar o que ela revela sobre a forma como nos tratamos por dentro.

(1) Hewitt, P. L., & Flett, G. L. (1991). Perfectionism in the self and social contexts. Journal of Personality and Social Psychology.
(2) Neff, K. (2011). Self-Compassion: The Proven Power of Being Kind to Yourself. HarperCollins.

Os dias já começaram a crescer, mas há lugares — e corpos — onde a luz ainda não impera.Aqui em Trás-os-Montes, especial...
28/01/2026

Os dias já começaram a crescer, mas há lugares — e corpos — onde a luz ainda não impera.
Aqui em Trás-os-Montes, especialmente onde moro, o sol no inverno é raro. Há muito nevoeiro, humidade, gelo, longos dias cinzentos… e isso sente-se. No corpo. No humor. Na energia.

Este ano, eu sinto.
Ando mais frágil: alguma tosse, dor no peito, uma indisposição que vai e vem.
E isso lembrou-me de algo essencial:
o inverno continua dentro de nós muito depois de passar lá fora.

Por isso, em vez de lutar contra esta fase, tenho escolhido formas de atravessar.

🌤 Luz quando a luz falta
Quando a luz natural é pouca, o sistema nervoso ressente-se.
A luminoterapia pode ajudar a regular o ritmo biológico — seja através de uma lâmpada própria, seja criando rituais conscientes junto à luz disponível logo de manhã.
Não substitui o sol, mas apoia o corpo a reencontrar algum equilíbrio.

🍵 Chás como pausa
Gengibre e limão para aquecer,
tomilho ou eucalipto quando há tosse,
camomila para acalmar.
Não é sobre “curar”, é sobre cuidar.

🌿 Óleos essenciais
Lavanda para suavizar,
tea tree pelo seu apoio ao sistema imunitário e respiratório,,
eucalipto para abrir o peito.
O corpo também escuta cheiros.

🧘‍♀️ E o Yoga
No inverno, o Yoga não é força nem superação.
É regulação.
Movimentos lentos, respiração profunda, presença.
O Yoga para aquecer por dentro, criar espaço no peito, acalmar a mente e lembrar ao corpo que ele não está em perigo — só está a atravessar uma estação.

🛌 Descanso sem culpa
Dormir mais.
Abrandar.
Aceitar que menos energia não é falha — é inteligência do corpo.

O inverno ensina isto:
nem sempre é tempo de florescer.
Às vezes é tempo de escutar, sustentar e cuidar.

🤍 Se este texto te encontrou num dia cinzento, talvez seja apenas um convite suave para te tratares com mais gentileza — e menos exigência.

F**a por aqui.
Respira.
E observa o que em ti ainda pede luz.

✨ Se sentes que o teu corpo anda a falar mais alto, talvez o meu ebook seja um bom lugar para começar a escutá-lo. “Escutar o Corpo” nasceu para quem anda cansada de ignorar sinais. Se ressoou contigo, ele está disponível. 🤍 Não é um manual. É um convite. O ebook “Escutar o Corpo” está aqui para quem sente que já é tempo. Responde "Sim" e recebe a informação.

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Mirandela
5370

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Quem Sou Eu?

É frequente as pessoas f**arem surpreendidas por eu me ter dedicado ao Yoga! A resposta é que foi um caminho que começou há mais de 20 anos!

O Yoga surgiu na minha vida como uma forma de ajuda para o controlo da ansiedade e para melhorar a minha postura, que após ter saído da Universidade, não era das melhores. A própria ansiedade provocava-me contraturas. Cheguei a tomar medicação para controlar! E ainda hoje em dia sofro de ansiedade mas agora já não me domina! O meu trajeto profissional começou no Serviço Social, passei pela Formação/ Tutoria de Crianças e Jovens e, posteriormente, como continuei sempre a praticar Yoga, fiz a minha formação em 2012 e especializei-me em Yoga Terapêutico em 2017. Sou mãe, dona de casa e empreendedora. Tenho o meu Estúdio de Yoga desde 2016, com o projeto “Yoga para Todos”. Tenho um dia a dia muito cheio! Paralelamente, e como adepta das terapias alternativas, sensitiva e curiosa por natureza, comecei a fazer formações que me habilitaram a ser Terapeuta em várias áreas, que complementam o Yoga. No fundo, continuei na mesma linha da minha formação inicial: ajudar as pessoas e dar-lhes ferramentas para se auto-ajudarem e auto-conhecerem. Todo este caminho até aos dias de hoje, levou-me para além dos estudos e dos livros, a perceber na pele, os benefícios da prática de Yoga. O Yoga permite cuidar de mim, tirar um tempo para me ouvir, ouvir o meu corpo, perceber quando não estou bem, antecipar crises, fortalecer a minha saúde… Eu sei isto porque EU passei pela situação! Encontrei soluções e respostas para os meus problemas e assim, face à minha própria experiência, posso orientar as pessoas que trabalham comigo. Orientei o meu trabalho para mulheres que, tal como eu, e/ ou são mães, e/ ou donas de casa e/ ou têm o seu trabalho e dia a dia cheios e que querem ver uma mudança positiva na sua vida. Mas não fechei as portas aos homens que passam pelo mesmo problema! O meu desejo é trazer mulheres que vivem em stress, sem energia, sem tempo para si e proporcionar-lhes momentos de calma, equilíbrio que o Yoga dá.

Gostavas de experimentar o Yoga? Gostavas de te sentir relaxada, com mais energia, mais presente na tua própria vida e aprenderes a não viveres no passado e com a cabeça no futuro? Já passei pelo mesmo e percebo-te! Vem viver uma vida plena e equilibrada!

Podes saber mais sobre o meu trabalho visitando o meu Website: www.yogamargaridapires.com.