04/04/2026
A situação denunciada pela Associação MIAR lembra-nos uma realidade que, infelizmente, também conhecemos de perto: em Oeiras, os problemas sociais complexos continuam sem resposta estrutural.
E quando não existe investimento consistente nas instituições que trabalham diariamente no terreno, torna-se impossível criar soluções dignas, estáveis e ef**azes.
As organizações que acompanham pessoas em situação de vulnerabilidade — e, neste caso, também os seus animais — fazem o que podem com os recursos que têm. Mas não é possível resolver problemas tão graves sem apoio público adequado, sem políticas que reforcem a capacidade de intervenção das IPSS e das associações especializadas.
Quando o sistema falha, não falham apenas respostas: falha a comunidade como um todo, que se torna menos resiliente, menos capaz de proteger quem mais precisa e menos preparada para prevenir situações de exclusão extrema.
O caso deste casal e dos seus animais, a viver há quase dois meses dentro de um carro, é um sinal claro de que não basta reconhecer a vulnerabilidade — é preciso agir.
É preciso garantir habitação, segurança, dignidade.
É preciso investir nas instituições que estão no terreno.
É preciso assumir responsabilidades e não esperar que associações, voluntários e cidadãos resolvam sozinhos aquilo que é, antes de tudo, uma obrigação pública.
A MIAR faz o que pode. A CAMPINTEGRA faz o que pode.
Mas não chega.
Por isso, reforçamos:
👉 Sem investimento, não há capacidade de resposta.
👉 Sem capacidade de resposta, não há inclusão.
👉 Sem inclusão, a comunidade f**a mais frágil.
Continuaremos a trabalhar, a apoiar e a dar voz a quem não a tem.
Mas é urgente que as entidades competentes façam a sua parte — por estas pessoas, pelos seus animais e por todos os que acreditam que ninguém deve ser deixado para trás.
Há pedidos que nos chegam e mudam tudo. A MIAR precisa de um… Miar Oeiras needs your support for Entre a imobilidade da pobreza e o movimento da dignidade