11/01/2026
A Ana de 2016 estava a adaptar-se à vida académica, a viver sozinha, longe de casa e cheia de saudades.
Vivia tudo com intensidade.
Tinha piercing e amava calças rotas. Uma forma, no seu parecer, de mostrar a personalidade independente e alguma rebeldia. Quando, na verdade, havia uma grande timidez contra quem lutava.
Não tinha certezas sobre o caminho a seguir, apenas a vontade de ajudar alguém que precisasse. Estranhava quando ouvia colegas suas dizerem que estar ali era o sonho delas. Ela nem sabia que tinha sonhos.
Foi movida pelos amigos que diziam que era uma boa ouvinte e que conseguia fazer a diferença.
Ainda não tinha autoestima suficiente, nem autoconhecimento para perceber que já era suficiente.
Também não sabia que a psicologia é muito mais do que dar conselhos.
Entre desafios, determinação e a adoção de gatos, foi crescendo a todos os níveis. Mesmo com a dor.
Algum detalhe vos surpreendeu?