13/05/2026
🕯Hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima.
E independentemente da fé, há algo profundamente simbólico nesta imagem:
- uma mulher
- uma mãe
- uma presença feminina que milhões de pessoas aprenderam a venerar
Mas talvez esteja na hora de fazermos uma pergunta desconfortável:
porque é que aprendemos a venerar tanto a mãe que sofre,
e tão pouco a mulher que sente?
Durante gerações, o feminino foi associado
ao silêncio, ao sacrifício, à pureza, à dor suportada sem questionar.
E muitas mulheres cresceram a acreditar que amar era:
- aguentar
- calar
- dar tudo
- precisar de pouco.
Talvez por isso existam tantas mulheres cansadas.
Mulheres que cuidam de todos…
mas não sabem receber.
Hoje, mais do que olhar para Nossa Senhora apenas como símbolo de sofrimento, talvez possamos olhar para ela como símbolo
de presença,
de fé,
de sensibilidade,
de intuição,
de força feminina.
Porque o feminino não nasceu para viver em sacrifício constante.
Também nasceu para sentir, para descansar, para receber, para existir!
E curar o feminino seja talvez também libertar as mulheres da ideia de que amar é sofrer.
O meu coração hoje está em rezo 🕯🙏