20/01/2026
🧠 Luise Light foi a nutricionista que liderou a equipa técnica do USDA responsável por desenvolver o modelo científico original da pirâmide alimentar, nos anos 80.
O trabalho da sua equipa era claro, coerente com a fisiologia humana e com padrões alimentares tradicionais e com dados disponíveis de consumo da época:
🥦 Base: frutas e vegetais
🥩 Proteína animal: parte central da alimentação
🌾 Cereais integrais: em quantidade moderada
🍰 Açúcar e farinhas: no topo, para consumo ocasional
🧈 Gorduras naturais: não demonizadas
➡️ Mas o modelo que chegou ao público não foi esse.
Quando o guia regressou após revisão política, Luise Light descreve que ficou “chocada”:
a base passou a ser 6–11 porções de cereais (em vez dos 2-4 que a equipa dela sugeriu), a gordura e as carnes foram demonizadas e alimentos refinados foram normalizados para a base.
Ela opôs-se veementemente, alertando que aquelas alterações — feitas a nível político — poderiam levar a obesidade e diabetes. Foi uma voz minoritária.
📖 Anos mais tarde, contou como a ciência foi usada como base, mas o produto final não refletiu essa ciência.
🤔 E hoje? As “novas guidelines” aproximam-se muito mais do modelo original que ela defendeu há décadas.
Quem estudou a história sabe isto e compreende que finalmente o projeto foi corrigido, quem não estudou chama-lhe a “nova pirâmide” ou “pirâmide invertida”….
O que aconteceu com a pirâmide alimentar foi como construir um edifício a partir de um projeto técnico original e sólido — e depois alteraram a estrutura e os materiais por motivos políticos, mantendo o nome do engenheiro na fachada. Quando o edifício começou a falhar, culpou-se o projeto.
Curiosamente, o nome dela não constou da minha formação académica, tive a sorte de o encontrar posteriormente e estudá-lo.