Diana Costa Nutrinurse

Diana Costa Nutrinurse 👩‍⚕️Nutricionista (5856N) e Enfermeira do Trabalho (66557)🥩🥗 Saúde e conhecimento estilo-ancestral

E se o que considera “normal” for, na verdade, inflamação silenciosa?!Classicamente vemos a inflamação como algo passage...
26/04/2026

E se o que considera “normal” for, na verdade, inflamação silenciosa?!

Classicamente vemos a inflamação como algo passageiro (uma febre, um inchaço, uma vermelhidão), mas o verdadeiro perigo surge quando os estimulos inflamatórios persistem. Os mecanismos ativos no que deveria ser uma defesa temporaria transformam-na numa inflamação crónica que desgasta o corpo silenciosamente, por vezes ao longo de décadas.
Eis o que acontece quando o corpo não consegue “desligar” o modo de alerta:
• Sangue “mais espesso” e risco de trombos: A inflamação constante altera a hemóstase, criando um estado de hipercoagulabilidade. O aumento da agregação das plaquetas e dos fatores de coagulação eleva o risco de eventos trombombólicos e mortalidade.

• A falta de concentração, a perda de memória e o isolamento social são estratégias biológicas para poupar energia. O problema é que, na inflamação crónica, a letargia, a apatia e a perda de interesse pelas rotinas tornam-se permanentes, sendo muitas vezes confundidas com traços de personalidade ou apenas “stress”.

• O corpo “consome-se” a si próprio: Para continuar a resposta, o organismo entra em catabolismo proteico, levando a perda de massa muscular (sarcopenia) e até de massa óssea. É um estado de preservação de energia que, a longo prazo, causa fragilidade e impotência funcional.
A fadiga e a sonolência são mecanismos de defesa para restaurar a saúde, mas quando se tornam crónicos...

A inflamação crónica não é um estado natural, é um sinal de que o sistema de equilíbrio está em rutura.

Ouvir os sinais: o corpo está sempre a dá-los. Claro que se pode ignorar os sinais.

Crianças dos anos 90 em 2026 👀Entre consultas, vejo um padrão que começa a deixar de ser coincidência. Não vejo um corpo...
18/04/2026

Crianças dos anos 90 em 2026 👀

Entre consultas, vejo um padrão que começa a deixar de ser coincidência. Não vejo um corpo a falhar, mas a tentar adaptar-se — a um contexto que não faz muito sentido biologicamente. E depois surpreendemo-nos quando, aos 35-40, o corpo começa a “falhar”.
A questão não é: “o que é que eu tenho?”É: “o que é que o meu corpo anda a tentar dizer há anos?”
Espero que tenham reflitam que a maioria das palavras termina com as letras ITE.

👉 A boa notícia: isto não é irreversível👉 A má notícia: não se resolve com um comprimido, nem com um suplemento, nem em 7 dias.
Se te revês nisto, não estás sozinho. E não, não é “normal”… só é frequente.

Acabei de ler isto numa revista de voodoo? Não. Foi num manual de medicina laboratorial, de interpretação de análises cl...
07/04/2026

Acabei de ler isto numa revista de voodoo? Não. Foi num manual de medicina laboratorial, de interpretação de análises clínicas.
São valores probabilísticos, não determinísticos, mas vendo o contexto todo das análises (dá para inferir mecanismos inflamatórios através de vários marcadores, não só um), antropometria (peso, perímetros), sinais e sintomas > dá para estratif**ar riscos do indivíduo e traduzi-los em palavras fáceis de compreender: não existe azar. Existem escolhas e boas ou más consequências.

Aterosclerose como doença inflamatóriaNota:  a IL-6 é uma molécula produzida em cerca de 30% pelo tecido adiposo (célula...
06/04/2026

Aterosclerose como doença inflamatória

Nota: a IL-6 é uma molécula produzida em cerca de 30% pelo tecido adiposo (células de gordura), bem como por vários tipos de glóbulos brancos (especialmente macrófagos), em resposta a estímulos inflamatórios.

Estimulos inflamatórios: infeções bacterianas, víricas, cáries, alergias, hiperglicemias, resistência à insulina, excesso de ómega-6, produtos finais de glicação avançada (inclui: produtos caramelizados, tostadinhos), óleos vegetais refinados e oxidados, stress crónico, défices nutricionais, consumo de álcool, entre outros). Vejam a quantidade de fatores possíveis de melhorar com estilos de vida.

A doença cardiovascular é uma doença inflamatória da civilização, e portanto é extremamente redutor culpar a genética. A genética está lá, mas estar predisposto não signif**a estar predestinado.

Relembro que aproximadamente 70% dos eventos cardiovasculares e mortes são atribuíveis a fatores de risco modificáveis (como a obesidade, perímetro abdominal, rácio cintura:altura, tabagismo, marcadores sanguíneos, etc).

O ambiente metabólico inflamatório leva a estados de hipercoaguabilidade do sangue (maior risco de trombos), e quando o trombo ocorre, não foi “no momento” mas sim um culminar de anos deste estado. Classicamente, uma placa de ateroma demora uns 8-10 anos até “causar sintomas”.

E termino com a musica do Antonio Variações: 🎶 ““É p’ra amanhã, bem podias fazer hoje…” Porque aquilo que adias hoje (alimentação, sono, exercício, check-ups) raramente f**a “para amanhã” sem custo. O corpo não esquece, vai somando, e quando finalmente decides agir, podes já não estar a prevenir… mas a remediar. Portanto, entre o humor e a realidade: trata hoje daquilo que queres que o teu corpo ainda consiga fazer amanhã.

Há uns 200 anos, quem conseguia observar com atenção, reconhecer padrões e interpretar sinais que podiam escapar à maior...
17/03/2026

Há uns 200 anos, quem conseguia observar com atenção, reconhecer padrões e interpretar sinais que podiam escapar à maioria, corria o risco de ser rotulado de brux@. O que hoje entendemos como capacidade clínica era, na altura, muitas vezes visto como algo inexplicável, quase ameaçador. Aquilo que não era compreendido tendia a ser rejeitado — ou pior, punido.

Com o tempo, o conhecimento foi-se estruturando, ganhando linguagem, método e validação. O que era intuição passou a ser sistematizado. Hoje chamamos-lhe semiologia, e faz parte da base da avaliação clínica. Mas, no fundo, continua a assentar na mesma essência: observar, questionar, correlacionar.

Há quem, em tom de brincadeira, me chame “a brux@ de Gaia”. Eu gosto apenas de estudar (também), semiologia — é sobre saber onde olhar e que perguntas fazer.

A clínica continua a ser soberana. Antes de qualquer exame, há uma história; há sinais que precisam de ser interpretados. E a verdade é simples: quem não pergunta, não encontra, e acha que está tudo bem. Basta fazer meia dúzia de perguntas para perceber que o corpo está a sobreviver e não a prosperar.

Se é para colocar num tacho, vai ser aditivado com curcuma, pimentão doce, alho em pó, azeite e sal. 50% paloco + 50% ri...
02/03/2026

Se é para colocar num tacho, vai ser aditivado com curcuma, pimentão doce, alho em pó, azeite e sal.
50% paloco + 50% riced veggies.
O resto, olhómetro! 😎

PS: o paloco não tem menor qualidade nutricional que o bacalhau. Ele iria f**ar extremamente triste quando lêem o menu da cantina e não o escolhem “porque é paloco e não bacalhau”. Na verdade, não existe a espécie “bacalhau” (lamento!).

“O drama, o horror”.. das redes sociais.
26/02/2026

“O drama, o horror”.. das redes sociais.

Os anos mudam, mas o bolo é sempre o mesmo. Ovos + chocolate 70% e TREUZE minutos.👌🏽O jantar foi a espetacular maminha c...
18/02/2026

Os anos mudam, mas o bolo é sempre o mesmo.
Ovos + chocolate 70% e TREUZE minutos.👌🏽
O jantar foi a espetacular maminha com migas de couve no (quem não conhece, devia!). Aberto há 46 anos.

13/02/2026

07/02/2026

🍲 O drama do estufado de chocos

Tudo começou como um plano inocente de 20 minutos. Um tacho, chocos congelados ainda em estado de choque, mexilhão a protestar em silêncio, cenoura e brócolos atirados lá para dentro como figurantes de última hora. Ninguém sabia ao certo o que ia acontecer, mas o destino decidiu-se quando os moluscos começaram a libertar água — lágrimas salgadas de quem sabe que vai dar tudo por esta história. Vieram depois a passata 100% de tomate, o tomate seco, a curcuma, o pimentão-doce, o louro, a salsa e o cebolinho, como personagens secundárias que afinal roubam a cena. O fogo médio manteve o suspense durante 45 longos minutos, enquanto o tacho borbulhava em silêncio dramático. No fim, não houve vilões nem heróis: apenas um estufado apurado, intenso e reconfortante, prova de que até os maiores dramas acabam bem… quando se lhes dá tempo. 🍅🔥

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