26/04/2026
E se o que considera “normal” for, na verdade, inflamação silenciosa?!
Classicamente vemos a inflamação como algo passageiro (uma febre, um inchaço, uma vermelhidão), mas o verdadeiro perigo surge quando os estimulos inflamatórios persistem. Os mecanismos ativos no que deveria ser uma defesa temporaria transformam-na numa inflamação crónica que desgasta o corpo silenciosamente, por vezes ao longo de décadas.
Eis o que acontece quando o corpo não consegue “desligar” o modo de alerta:
• Sangue “mais espesso” e risco de trombos: A inflamação constante altera a hemóstase, criando um estado de hipercoagulabilidade. O aumento da agregação das plaquetas e dos fatores de coagulação eleva o risco de eventos trombombólicos e mortalidade.
• A falta de concentração, a perda de memória e o isolamento social são estratégias biológicas para poupar energia. O problema é que, na inflamação crónica, a letargia, a apatia e a perda de interesse pelas rotinas tornam-se permanentes, sendo muitas vezes confundidas com traços de personalidade ou apenas “stress”.
• O corpo “consome-se” a si próprio: Para continuar a resposta, o organismo entra em catabolismo proteico, levando a perda de massa muscular (sarcopenia) e até de massa óssea. É um estado de preservação de energia que, a longo prazo, causa fragilidade e impotência funcional.
A fadiga e a sonolência são mecanismos de defesa para restaurar a saúde, mas quando se tornam crónicos...
A inflamação crónica não é um estado natural, é um sinal de que o sistema de equilíbrio está em rutura.
Ouvir os sinais: o corpo está sempre a dá-los. Claro que se pode ignorar os sinais.