06/12/2025
No restaurante do , a viagem começou com uma trilogia de croquetes, pequenos tesouros dourados que se desfazem em sabor, como três notas distintas da mesma melodia.
Depois, o tártaro de novilho, delicado e preciso, surgiu como um sussurro fresco, simples na forma, profundo na alma.
Os secretos chegaram com aquela intensidade que só o Alentejo sabe dar: suculentos, perfumados, quase a contar histórias guardadas pelo tempo.
E o novilho no ponto, macio e confiante, completou o quadro como o gesto final de um artesão.
No final, o abraço doce de um brownie quente, denso e indulgente, um pequeno poema servido em colheradas.
Tudo harmonizado pelos vinhos do Alentejo, ricos, generosos e cheios de terra e sol, guiando cada momento como uma dança lenta ao fim do dia.