07/01/2026
A dor, os espasmos e a fadiga nas doenças autoimunes não são apenas “sensações”.
Têm base neurológica e inflamatória e é aqui que a reflexologia começa a ser estudada com mais atenção científica.
Um estudo publicado em 2023 no World Journal of Clinical Cases analisou a reflexologia em pessoas com:
• Esclerose múltipla
• Artrite reumatoide
• Lúpus
• Síndrome de Sjögren
• Psoríase autoimune
O objetivo foi perceber se esta terapia poderia influenciar de forma mensurável:
✔ Dor
✔ Espasticidade muscular
✔ Fadiga
✔ Mobilidade
✔ Qualidade de vida
✔ Inflamação percebida
Os resultados mais relevantes foram:
🔹 Espasticidade muscular
Redução média de 32% após 10 semanas de reflexologia.
🔹 Dor
Redução entre 25% e 31% (escala EVA).
🔹 Fadiga
Diminuição de 22% após 6 semanas (2 sessões/semana).
🔹 Força muscular
Aumento de 12–18% em pessoas com EM.
🔹 Qualidade de vida
Melhoria de 15–20% no bem-estar físico e emocional (SF-36).
🧠 Porque é que isto acontece?
A reflexologia não atua diretamente no sistema imunitário.
O seu impacto ocorre sobretudo no sistema nervoso autónomo, ajudando a reduzir:
• estado de alerta constante
• tensão muscular crónica
• microespasmos
• dor neuroinflamatória
• fadiga sistémica
Quando o corpo encontra mais estabilidade neurológica, pode:
✔ reduzir dor
✔ diminuir espasmos
✔ melhorar mobilidade
✔ apoiar processos regenerativos
✔ melhorar a qualidade de vida
⚠️ O estudo também reconhece limitações, como amostras pequenas e protocolos pouco padronizados.
Ainda assim, os resultados são consistentes em dor, espasticidade e fadiga mostrando que a reflexologia vai além do simples relaxamento.
A reflexologia não substitui a medicina convencional, mas pode caminhar ao lado dela, com impacto real no corpo e no dia a dia.
💬 Já sentiu que o seu corpo vive em “modo alerta”?
Como a dor ou a fadiga afetam o seu dia a dia?
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