25/11/2025
Yatra 2025
Quando chegámos à PNNM, fomos recebidos com uma delicadeza que imediatamente nos fez sentir parte de algo maior. O ambiente, profundamente enraizado na tradição, convidava ao silêncio interior e à presença plena. Logo à entrada, o acender da lâmpada de ghee marcou simbolicamente o início da nossa jornada, uma luz que purif**a, que abre caminhos e que nos recorda da importância de cultivar clareza e propósito.
Em seguida, ofereceram-nos uma grinalda, gesto simples mas repleto de signif**ado. Era como se cada flor carregasse uma bênção, um voto de bem-estar para o nosso processo de cura. Depois veio o ritual da aplicação da pasta sagrada(Tika) na zona do terceiro olho, um toque suave que parecia despertar algo adormecido, uma consciência mais fina, mais ligada ao interior. No Nilayoram, a mesma sensação de cuidado continuou, como se cada detalhe tivesse sido pensado para nutrir o corpo e acalmar a mente.
As manhãs começavam com yoga, e era ali, no silêncio fresco do dia, que sentíamos o corpo a abrir, a respiração a encontrar o seu ritmo e a mente a sossegar. Havia algo profundamente curativo naquele despertar lento e consciente. Todos os dias tínhamos também a visita médica, sempre marcada pela atenção, pela escuta e por uma compreensão genuína do ser humano. Sentíamos que não estávamos apenas em tratamento, mas a aprender a viver de outra forma.
Como não podíamos ir até à livraria, a livraria veio até nós. Entre livros de Ayurveda, espiritualidade e saber ancestral, a escolha tornou-se quase impossível, cada obra parecia conter um pedaço daquilo que estávamos a viver.
Um dos momentos mais especiais foi assistir a uma aula de sânscrito na universidade da PNNM, rodeados pelos futuros médicos ayurvédicos. Ver a dedicação deles, o brilho no olhar, e sentir a força de uma tradição que atravessa séculos, fez-nos compreender melhor a profundidade do caminho que estávamos a trilhar.
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