04/01/2026
Nos últimos anos, vários estudos têm mostrado que a saúde das gengivas não afeta apenas os dentes. A inflamação crónica da boca pode influenciar a saúde do cérebro, o risco de declínio cognitivo e até processos associados à doença de Alzheimer.
Um dos estudos mais marcantes surgiu em 2019, quando investigadores encontraram a bactéria Porphyromonas gingivalis — uma das principais responsáveis pela doença periodontal — no cérebro de pessoas com Alzheimer (Dominy et al., Science Advances, 2019).
Esta bactéria não só consegue entrar na corrente sanguínea e ultrapassar a barreira hematoencefálica, como liberta toxinas (as gengipaínas) capazes de danificar neurónios e desencadear inflamação cerebral.
Mas esta não é uma observação isolada.
Outras investigações mostram que pessoas com doença periodontal têm:
• maior risco de declínio cognitivo (Noble et al., J Alzheimers Dis, 2014)
• níveis mais elevados de inflamação sistémica
• toxinas bacterianas detetáveis no tecido cerebral (Chen et al., J Dent Res, 2017)
• progressão mais rápida de défices cognitivos (Ide et al., Alzheimers Res Ther, 2016)
Isto significa que usar fio dentário previne Alzheimer?
Ainda não podemos afirmar isso. A relação é complexa e multifatorial.
O que podemos dizer — com segurança — é que:
🦷 reduzir a inflamação oral
💉 diminuir a carga bacteriana na circulação
🧠 proteger a saúde vascular
🌡 baixar marcadores inflamatórios crónicos
… são medidas que beneficiam todo o organismo, incluindo o cérebro.
Por isso, a mensagem deixa de ser apenas “use fio dentário para proteger os dentes”.
Passa a ser:
“Use fio dentário para reduzir inflamação- algo que pode apoiar o seu corpo e o seu cérebro no longo prazo.”
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