11/05/2026
Na sequência da reunião de conciliação realizada no passado dia 8 de Maio, na DGERT, entre as associações patronais ANTRAM e ANTP e os sindicatos SIMM, SNMOT, SIMMPER e STRUN, mantêm-se divergências profundas relativamente ao processo de revisão do CCTV do sector do transporte rodoviário de mercadorias.
Durante a reunião, as entidades patronais informaram ter solicitado parecer e avaliação a várias entidades públicas relativamente às normas e ao regime de organização dos tempos de trabalho que pretendem implementar, nomeadamente junto da ACT e da Segurança Social.
Perante essa informação, os quatro sindicatos acordaram aguardar pela apreciação dessas entidades sobre as matérias que têm constituído os principais pontos de conflito entre as partes.
Os sindicatos entendem que qualquer alteração às regras do sector tem de respeitar integralmente a legalidade, a proteção da saúde dos trabalhadores, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a dignidade da profissão de motorista.
Após serem conhecidos os resultados dessas avaliações, os sindicatos analisarão detalhadamente as conclusões emitidas pelas entidades públicas e, caso se revele necessário, avançarão também para pedidos de avaliação adicionais que possam garantir a legalidade e legitimidade das propostas apresentadas pelas associações patronais.
Embora este seja um processo naturalmente moroso, os sindicatos continuam totalmente empenhados em explorar todas as vias negociais, institucionais e legais que possam permitir alcançar um entendimento equilibrado e justo para os trabalhadores do sector.
Os sindicatos têm plena consciência das consequências que uma agitação social no transporte rodoviário de mercadorias pode provocar na economia nacional e na vida da população em geral. Precisamente por esse motivo, entendemos ser nossa responsabilidade esgotar todas as possibilidades de diálogo e de resolução antes de avançar para formas de luta mais gravosas.
SIMM, SNMOT, SIMMPER e STRUN continuarão unidos na defesa dos motoristas de mercadorias e apelam à confiança, união e apoio de todos os trabalhadores do sector nesta luta, que será determinante para o futuro da profissão e para a defesa de condições de trabalho humanas, dignas e compatíveis com a vida social e familiar.