12/29/2025
“Até aqui nos ajudou o Senhor.” 1 Samuel 7:12
Essa frase não é apenas uma lembrança, é um altar.
Ela nasce quando paramos por um instante, respiramos fundo e olhamos para trás com os olhos da alma. Não para contabilizar perdas, mas para reconhecer a fidelidade que nos sustentou quando não sabíamos se conseguiríamos continuar. Até aqui significa: houve dias em que a força acabou, mas a graça não. Houve noites em que a fé vacilou, mas a mão de Deus permaneceu firme.
Cada estação atravessada, a escassez e a abundância, a dor e a cura, o silêncio e a resposta, carrega a mesma assinatura divina: Ele esteve presente. O Senhor não nos ajudou apenas nos dias bons; Ele nos sustentou justamente quando tudo parecia incerto. A ajuda de Deus nem sempre foi visível, mas sempre foi suficiente.
Quando erguemos nosso Ebenezer, não estamos celebrando a ausência de lutas, mas a constância da misericórdia. É como caminhar por um corredor de anos e perceber que, mesmo nos trechos mais sombrios, havia pilares invisíveis nos impedindo de cair. A fidelidade de Deus se tornou estrutura, sustentação, refúgio.
Mas “até aqui” não é um ponto final. É uma vírgula carregada de esperança. Quem escreve “até aqui” declara, em fé, que o mesmo Deus que conduziu o passado permanece governando o futuro. Ainda há passos a serem dados, montanhas a serem escaladas, batalhas a serem vencidas e, em cada uma delas, a graça seguirá nos encontrando.
A jornada não termina no cansaço, nem no limite humano. Ela avança para a promessa da restauração plena, para a semelhança de Cristo, para a comunhão eterna. O fim não é perda; é glória. O descanso não é ausência; é presença total.
Por isso, levante seu Ebenezer. Não como quem olha apenas para trás, mas como quem confia no que ainda virá.
Aquele que te ajudou até aqui seguirá contigo por toda a jornada.
E quando tudo for lido à luz da eternidade, você perceberá: cada passo foi graça, cada dia foi cuidado, cada “até aqui” foi apenas o começo.