
08/03/2025
ALÉM DA PSIQUÊ
Simplesmente por ser mulher
Por Dr. Adson Cordeiro
Você sabia que a discussão entre a saúde mental feminina e as "habilidades naturais de ser mulher" vem dos primórdios da Medicina e da Psiquiatria?
A doença mental feminina já foi considerada, inclusive, indissociável ao físico da mulher, principalmente aos órgãos se***is. Por isso, a retirada do clitóris, para suposto restabelecimento da saúde, era prática natural.
Ciclos menstruais irregulares, grande desejo sexual e descumprimento de seu "destino de ser mãe" eram comumente tidos como causas ou sintomas de doença mental, já que eram vistos como desvios morais.
O 'ser mulher' era definido pela biologia, ou seja, pela capacidade de parir, amamentar, menstruar; o que refletia no "instinto maternal" e na capacidade de administrar bem seu lar.
As práticas psiquiátricas, NO BRASIL DO SÉCULO XIX, tinham grande compromisso com a ordem social, tendo como principais focos as condutas individuais, o comportamento no trabalho, a segurança e os comportamentos se***is.
No caso das mulheres, sendo os comportamentos extremistas nas relações conjugais, por exemplo, poderia ser sintoma de histeria.
Outros "desvios", como a falta de carinho pelo marido e desinteresse pelas tarefas domésticas, também eram considerados sintomas de doença mental, ao passo que o homem era avaliado culturalmente, como o desinteresse pelo seu trabalho.
*Feliz Dia Internacional da Mulher!*
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