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O oversharing não é uma característica só sua, mas sim de muitas pessoas com TDAH. Isso acontece porque áreas do cérebro...
02/04/2026

O oversharing não é uma característica só sua, mas sim de muitas pessoas com TDAH. Isso acontece porque áreas do cérebro responsáveis por inibição e regulação da fala funcionam de forma diferente. O pensamento e a emoção ganham velocidade, enquanto o freio interno vem num ritmo mais lento. Por isso, a fala muitas vezes vem antes da filtragem consciente.

Além disso, a dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, recompensa e conexão, também entra em cena. Compartilhar gera alívio, prazer e sensação de pertencimento e o cérebro entende aquilo como vínculo.

O problema não é compartilhar, tá? O problema é o ciclo: exposição → autocrítica → vergonha. Esse ciclo cansa e fere a autoestima, reforçando a sensação de inadequação social.

Entender como o cérebro funciona ajuda a diminuir a autocrítica e a construir formas mais conscientes de se comunicar, sem precisar se anular.

31/03/2026

No último vídeo (se vc não viu, está no feed), comecei a falar sobre a relação com a comida no TDAH que pode despertar vários gatilhos e sentimentos, mas que no fundo, está tudo ligado ao funcionamento do seu cérebro.

Já falamos sobre pessoas que comem, de certa forma, impulsivamente, mas e quando essa relação é pautada no esquecimento de se alimentar? É sobre isso que falo hoje.

Agora me diz, como é a sua relação com a comida, você percebe algum desses padrões?

30/03/2026

A relação com a comida no TDAH costuma ser uma tentativa de regular energia, emoção e atenção ao longo do dia. Quando isso é visto apenas como falta de controle, é muito comum que a culpa apareça, fazendo com que o padrão se repita.

E essa relação pode ser afeta de duas maneiras, pela impulsividade em comer, como pelo esquecimento de se alimentar.

Nesse vídeo falo sobre a impulsividade de comer, geralmente alimentos mais "gostoso", "menos saudáveis". Amanhã colocarei no feed também sobre o esquecimento de se alimentar e como tudo isso afeta quem tem TDAH.

28/03/2026

Os te**es online podem até levantar hipóteses, mas não fecham diagnóstico.

Para ter um diagnóstico sério de TDAH, o processo precisa ter escuta clínica, considerar história de vida, compreensão do funcionamento ao longo do tempo e do impacto no dia a dia.

Resumir toda essa complexidade a um teste rápido, corre o risco de tratar errado, de se frustrar mais e achar que o problema é você.

👉 Se os sintomas fazem sentido, isso merece cuidado e avaliação responsável.

26/03/2026

Você também é ótima em começar coisas novas, mas se cobra quando acaba deixando algumas delas pelo meio do caminho?

Para muitas mulheres multipotenciais, o interesse vem forte no começo e vai diminuindo quando aquela sensação de desafio perde a graça. Entender porque isso acontece pode te ajudar na forma como você se organiza, prioriza e encerra seus ciclos.

Quero saber, você se identif**a com esse jeito de funcionar? Me conta aqui e vamos compartilhar com mais pessoas.

Às vezes o que mais pesa nem é o seu comportamento em si, mas a história que você construiu e acreditou sobre ele ao lon...
24/03/2026

Às vezes o que mais pesa nem é o seu comportamento em si, mas a história que você construiu e acreditou sobre ele ao longo dos anos.

É muito comum começar a se definir pelas dificuldades nas relações, só que com o tempo, isso vai moldando a forma como se enxerga. E nem sempre condiz com a realidade.

Vale se perguntar: quanto do que você chama de defeito pode ser apenas um jeito diferente de funcionar? Já se perguntou?

Quando a gente fala de TDAH no trabalho, principalmente em mulheres, é muito comum notar uma dificuldade grande em suste...
17/03/2026

Quando a gente fala de TDAH no trabalho, principalmente em mulheres, é muito comum notar uma dificuldade grande em sustentar rotinas muito rígidas e estruturas mais engessadas. E não é que a pessoa com TDAH não seja capaz. O que existe é uma flutuação grande no seu funcionamento.

Essa flutuação não é só de atenção ou foco, como muita gente imagina. O que mais oscila é energia e humor. Tem períodos em que a pessoa rende muito, resolve mil coisas, se sente potente e, em outros, o ritmo vai lá pra baixo e a cabeça não responde da mesma forma. Isso traz bastante prejuízo no dia a dia, especialmente quando o trabalho exige constância absoluta, mesmo desempenho todos os dias, no mesmo horário.

Trabalhos muito mecânicos, repetitivos ou monótonos costumam ser ainda mais difíceis. O cérebro com TDAH precisa de interesse para sustentar o engajamento e, quando isso não existe, a cobrança vem com força, beirando a exaustão.

Muitas pacientes chegam se sentindo inadequadas, porque se exigem funcionar como seus pares, sem levar em conta que o funcionamento delas é diferente.

O sentimento de frustração é tão grande que é muito comum que essas mulheres acabem indo para o trabalho autônomo para terem mais possibilidade de organizar o próprio horário, controlar o ritmo e misturar interesses que costumam ajudar bastante.

Para muitas, a liberdade é um excelente regulador e a autonomia, nesses casos, vira uma ferramenta importante de manejo.

Mas isso não funciona para todo mundo. Trabalhar por conta própria exige disciplina, organização e capacidade de se sustentar sem uma estrutura externa clara. Algumas pessoas se adaptam muito bem, outras não. E está tudo bem reconhecer isso.

O ponto principal não é ser autônoma ou não. É entender como você funciona. Aceitar que existem ciclos, que terão semanas muito produtivas e outras nem tanto.

Quando a pessoa aprende a se observar, respeitar seus limites e construir rotinas possíveis de equilíbrio e cuidado, a relação com o trabalho também muda e pode ser muito positiva, deixando de ser mais uma fonte de constante adoecimento.

Muitas mulheres com TDAH passaram boa parte da vida tentando se adaptar para serem aceitas. Em algum momento, aprenderam...
11/03/2026

Muitas mulheres com TDAH passaram boa parte da vida tentando se adaptar para serem aceitas. Em algum momento, aprenderam que ser quem eram, do jeito mais espontâneo e verdadeiro, não garantia vínculo, aprovação ou afeto. E, a partir daí, a máscara começou a se formar.

Mulheres costumam mascarar mais porque desde muito cedo são ensinadas a não incomodar, a agradar, a dar conta de tudo. Aprendem a observar o ambiente, a perceber o que se espera delas e a ajustar comportamento, tom de voz, reações e até emoções. Mesmo cansadas, confusas ou sobrecarregadas, seguem tentando parecer organizadas, estáveis e funcionais.

Essa adaptação funciona por um tempo.

A tal máscara social ajuda a manter relações, desempenho profissional e uma imagem de controle. Mas custa muito caro viver assim.

Sustentar essa versão exige um nível alto de vigilância interna. O cérebro não relaxa nunca e f**a o tempo todo regulando impulsos, emoções, falas e reações, como se estivesse em permanente estado de alerta.

Com o passar do tempo, isso vira uma exaustão emocional e mental absurda. Ninguém consegue viver por muito tempo desconectada de si mesma. A tentativa constante de caber, de não errar, de não decepcionar, vai consumindo energia de forma progressiva.

É por isso que tantas mulheres chegam esgotadas sem entender exatamente o motivo. É esforço demais para sustentar uma adaptação que nunca foi natural.

Quando essa máscara pode ser deixada de lado e essa mulher finalmente é vista e compreendida a partir de quem ela realmente é, aí sim, ela tem condições de começar a ser cuidada de verdade.

Talvez uma pessoa que não tenha TDAH não imagine qual é a maior dor de uma mulher com TDAH. Se eu te falar que não tem n...
09/03/2026

Talvez uma pessoa que não tenha TDAH não imagine qual é a maior dor de uma mulher com TDAH. Se eu te falar que não tem nada a ver com a desatenção ou com a impulsividade, você acredita?

O que mais machuca na maioria das vezes, é a forma como essa mulher aprendeu a se enxergar e como f**a a autoestima depois de tanto julgamento.

Ao longo da vida, ela ouviu que era desorganizada, distraída, intensa, que precisava se esforçar mais. Depois de anos escutando as mesmas críticas em contextos diferentes, é muito comum que ela comece a acreditar que o problema é ser do jeito que ela é.

Ela sabe que é inteligente. Sabe que aprende rápido, que tem boas ideias, que enxerga possibilidades. Mas não consegue sustentar a constância do jeito que esperam.

Eu vejo mulheres extremamente competentes, mas que vivem com a sensação de estarem sempre devendo alguma coisa. Os erros ganham um peso desproporcional, reforçando mais uma vez uma história antiga de inadequação.

Para compensar, muitas passam a se cobrar mais do que todo mundo e a autoestima f**a sempre condicionada ao desempenho.

Depois que o diagnóstico vem, começa um trabalho de reconstruir a autoestima com base em compreensão, limites mais realistas e escolhas alinhadas ao próprio funcionamento. Você já passou por isso?

Sua autoestima também é uma das suas maiores dores? Me conta, como você tem se visto nos ultimamente?

Mês de fevereiro foi um mês de retorno. Retorno à rotina depois de uma pausa extremamente necessária. Quantas vezes a vi...
01/03/2026

Mês de fevereiro foi um mês de retorno. Retorno à rotina depois de uma pausa extremamente necessária.

Quantas vezes a vida te deu um susto para que você precisasse se destruir e reconstruir novamente? Você escutou esse chamado? Se acolheu e fez a mudança que o seu ser te pediu?
Ou fingiu que não era com você?
Que não é o momento certo?
Que as pessoas precisam de você, mesmo que você esteja caindo aos pedaços?

Não existe saúde ao se negligenciar. A Graça é ser a maravilha que se é enquanto fluímos na vida.

Desejo que março chegue com todo carinho que você merece.

27/02/2026

Eu sei que ser chamada de sensível demais pode doer. E como pode.

Parece que essa sensibilidade é uma crítica, como se sentir fosse um problema que precisa ser corrigido. E com o tempo, você começa a acreditar nisso e a esconder, a endurecer e a tentar se adaptar a um modus operandi mais “insensível”.

Mas na verdade, a sensibilidade é uma ótima característica. Ela só precisa de cuidado quando f**a sem direção. Quando toma conta de tudo e você não consegue mais perceber onde termina o que é seu e onde começa o que é do outro.

Mas existe um outro lado. Quando a sensibilidade encontra propósito, ela pode virar uma bússola poderosa e vira ferramenta de proteção e criatividade. Ela te faz enxergar nuances que muita gente não vê e te dá condições de tomar decisões mais humanas e equilibradas.

Como você lida com a sua sensibilidade?
Se precisa de ajuda, estou aqui para te mostrar que ser sensível pode ser o seu superpoder.

25/02/2026

🌿 Cuide da sua saúde mental com pequenas atitudes diárias!
A vida moderna nos sobrecarrega, mas pequenas mudanças podem fazer uma enorme diferença no seu bem-estar emocional. Pausas conscientes, movimento diário, limitar estímulos negativos, cultivar conexões signif**ativas e escrever sobre seus pensamentos são estratégias práticas que fortalecem a mente e aumentam sua resiliência.

💡 Implementar esses hábitos ajuda a reduzir estresse, ansiedade e fadiga emocional, promovendo equilíbrio e qualidade de vida.

✨ Vou te dar uma dica extra: Movimente-se diariamente!
O corpo e a mente estão conectados. Movimentar-se ajuda a liberar tensão e melhorar o humor.
Lembre-se: cuidar da saúde mental não é luxo, é necessidade. Comece hoje e veja o impacto na sua rotina!

📌 Salve este post para rever essas atitudes sempre que precisar e compartilhe com alguém que merece cuidar da mente também.
Simples mudanças que geram grande bem-estar

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