13/12/2025
Um grande avanço científico nos aproximou de compreender a causa da esclerose múltipla (EM), uma doença autoimune debilitante que afeta o cérebro e a medula espinhal. Segundo o site NeuroScienceNews, pesquisas recentes identif**aram bactérias específ**as do intestino que podem atuar como gatilhos ambientais em pessoas com predisposição genética para a doença.
Uma das principais suspeitas é a Clostridium perfringens (tipo 😎, uma bactéria capaz de produzir a toxina épsilon, que consegue atravessar a barreira hematoencefálica e atacar a mielina, a camada protetora que envolve os neurônios. Em estudos, um número signif**ativo de pacientes com esclerose múltipla apresentou níveis elevados dessa cepa produtora de toxina em comparação com indivíduos saudáveis.
Reforçando essa hipótese, um estudo com gêmeos realizado em 2025 identificou duas bactérias menos conhecidas — Eisenbergiella tayi e Lachnoclostridium — como mais comuns em pessoas com EM. Quando microrganismos intestinais de pacientes com esclerose múltipla foram transferidos para camundongos, os animais passaram a desenvolver sintomas neurológicos semelhantes aos da doença, indicando uma possível relação causal.
Esses achados sugerem que desequilíbrios na microbiota intestinal podem influenciar o sistema imunológico de formas capazes de iniciar ou agravar a esclerose múltipla. Embora isso não prove de forma definitiva que bactérias, sozinhas, causem a doença, representa uma mudança importante na forma como a EM é entendida. Em vez de ser apenas genética ou autoimune, ela pode ser parcialmente impulsionada por alterações microbianas, abrindo novas possibilidades para diagnóstico, prevenção e futuros tratamentos baseados no equilíbrio da flora intestinal.