25/03/2026
Alguém disse certa vez que “Deus está nos detalhes”. Visitar o , de Lina Bo Bardi, confirma que Lina é de fato a “Deusa dos Detalhes”. Nunca imaginei que vivenciar uma obra tão complexa e, ao mesmo tempo, tão simples — do programa à execução — pudesse cativar tanto um fotógrafo.
Essa simplicidade é, na verdade, precisão cirúrgica. Em cada foto, o foco se desloca para a honestidade do concreto aparente e para aquele vermelho vibrante que não é apenas uma cor, mas um guia tátil pelo espaço. Fotografar o SESC foi compreender como a arquitetura de Lina deixa de ser uma massa inerte e se transforma em um palco vivo: onde pontes desafiam a gravidade, aberturas “orgânicas” filtram a luz paulista e o menor detalhe confirma que, aqui, a cultura é o verdadeiro capital que articula tudo.
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