28/12/2025
A escuta atenta é uma forma de cuidado e demonstração de afeto. Escutar genuinamente o outro é dar abertura para ele ser quem realmente é, existir na sua forma mais verdadeira.
Escutar com a intenção de julgar, tolher ou corrigir já restringe muito a escuta ao que foi preconcebido. Então, você não escuta o outro, mas a sua concepção sobre o outro formada a partir de seus próprios padrões.
A escuta terapêutica permite que o outro exista da forma dele, para que possa se ver, se perceber e, com o auxílio do terapeuta, identificar suas potencialidades e disfunções.
Porém, essa escuta atenta pode existir fora do contexto terapêutico e alimentar as relações de uma forma mais afetuosa. Experimente só ouvir o outro abertamente sem tentar encaixa-lo em julgamentos. Troque o julgamento pela curiosidade ao ouvir e verá muito mais do outro do que de você mesmo.
Marina Arrelaro Andery | CRP 06/92949
Nota: A frase exata “Escutar é deixar o outro existir” não tem uma autoria única e universalmente confirmada, sendo frequentemente atribuída a diferentes autores ou usada como uma ideia comum, especialmente em contextos de psicologia e psicanálise.