10/05/2026
Tem maternidade que nasce no ventre.
E tem maternidade que nasce no encontro.
Há quatro anos, a vida me atravessou de um jeito inesperado. Minha sobrinha chegou… e virou meu mundo de ponta-cabeça. Mudou meus planos, minha rotina, meus silêncios, minhas prioridades. E, por muito tempo, eu achei que ainda estava tentando entender qual era o meu lugar nisso tudo.
Demorei para aceitar.
Demorei para compreender que amor também pode chegar sem aviso e, ainda assim, criar raízes profundas.
Há cerca de um ano, algo dentro de mim se reorganizou. Eu não estava apenas cuidando. Eu tinha me tornado mãe do coração.
E ser mãe do coração também é renunciar.
Abri mão das minhas viagens, da liberdade de ir e vir sem pensar, dos planos feitos só para mim. Mas, em troca, encontrei um amor que transforma, amadurece e ensina diariamente sobre presença, entrega e afeto.
Nem toda maternidade começa da forma que imaginamos.
Algumas começam no susto.
No improviso.
Na convivência.
E florescem devagar, até ocupar todos os espaços da alma.
Hoje entendo que maternidade não é só sobre gerar.
É sobre gestar no coração, criar trocas, aprender, ensinar e evoluir!
Amar é uma escolha e amor é uma construção diária!
Amor é sobre escolher permanecer e evoluirmos juntas!
Gratidão meus mestres e espiritualidade amiga, por esse reencontro e oportunidade!