10/05/2026
Ah se todas as mães soubessem o quão importante é o seu colo na vida dos seus filhos.
Uma lembrança de que, antes de aprendermos a pensar ou a sentir de forma organizada, fomos acolhidos.
Mãe representa o primeiro Outro. É o espelho primordial onde confrontamos a angústia da separação e a descoberta do "eu". Ela é, para muitos, a primeira prova de que o amor existe além do narcisismo — alguém que acolhe a nossa existência antes mesmo de merecermos ou retribuirmos, mas que infelizmente nem todas sabem sua importância na formação da vida de seus filhos.
O vínculo materno é a arquitetura invisível da nossa mente, o alicerce que perdurará em nossas vidas. É no colo, no olhar e no tom de voz, ações como estas é o que se constroem as fundações da nossa segurança emocional e, que nos faz tornar o que somos hoje. A qualidade desse amor, mesmo que imperfeito, mesmo que humano, ecoa na forma como amamos, permitindo sermos resilientes nas adversidades da vida.
Homenagear as mães é reconhecer que a subjetividade humana não nasce do vazio, mas do cuidado. Seja a mãe biológica, adotiva, simbólica ou aquela que a vida nos deu na forma de uma avó, um pai ou um amigo. A função materna transcende corpos; é um ato ético de responsabilidade pelo florescimento do outro.
Neste dia, não celebramos a perfeição idealizada, mas a presença que cura. Celebramos quem escolheu ficar, mesmo quando partir seria mais fácil. A mulher que se submete a certas humilhações e á vários tipos de dores, para o bem de seus filhos. Que hoje possamos honrar essa força que humaniza o caos e nos ensina, desde o primeiro suspiro, que existir só faz sentido se for ao lado de alguém.
Feliz Dia das Mães.