12/01/2026
Não foi apenas uma cirurgia.
Foi um capítulo histórico.
Este registro marca o primeiro transplante renal realizado no Hospital de Cirurgia, justamente no ano do seu centenário. Um momento simbólico, que une passado, presente e futuro de uma instituição construída com trabalho, compromisso e vocação para cuidar de pessoas.
Ao final do procedimento, esse aperto de mãos representa muito mais do que a conclusão técnica de uma cirurgia complexa. Representa confiança mútua, responsabilidade compartilhada, horas de preparo, decisões precisas e, acima de tudo, a consciência de que participamos de algo maior: devolver vida, dignidade e esperança.
Dividi esse momento com Iure, Diego e com a instrumentadora Rafa, presente em cada detalhe do ato cirúrgico. Mas faço questão de reforçar que esse resultado só foi possível graças ao trabalho irrepreensível da anestesista, de toda a equipe multiprofissional do transplante renal e da OPO, que conduziu cada etapa com ética, agilidade, sensibilidade e profundo respeito ao doador e à família.
Este não foi um evento isolado.
É o início de um serviço que nasce para se consolidar, com estrutura, treinamento e compromisso, para que o transplante renal se torne rotina efetiva, segura e contínua em nosso hospital e em nosso estado.
Nada disso existiria sem a doação de órgãos. Um gesto silencioso, anônimo e imensamente generoso, que transforma o luto em esperança e o fim em recomeço. Doar órgãos é, talvez, o maior ato de amor ao próximo que existe — é permitir que a vida continue, mesmo na ausência.
Seguimos com ciência, união, humildade e propósito.
Honrando quem doou, cuidando de quem recebeu e construindo, passo a passo, um serviço que salva