05/05/2026
💊A doxepina em baixa dose (3–6 mg) é uma opção pouco lembrada, mas bastante interessante para insônia de manutenção no idoso.
💡O racional é simples: em dose baixa, ela se comporta muito mais como antagonista H1 do que como tricíclico “clássico”, com melhora de despertares noturnos e tempo total de sono, sem ganho importante em latência para dormir.
O divisor de águas é a dose. Até 6 mg, o perfil de segurança é muito mais favorável; acima de 6 mg, entram em cena os alertas de efeito anticolinérgico e hipotensão ortostática destacados pelos critérios de Beers.
🇧🇷Na prática brasileira, outro ponto importante: não há apresentação industrializada nessas doses, então o uso costuma ser via manipulação.
🫀E do ponto de vista cardiovascular, o dado mais útil é este: não houve sinal relevante de aumento de QTc nas doses estudadas, inclusive em thorough QT study.
Referências
1. Guidelines on the Diagnosis and Treatment of Insomnia in Adults. Diretriz brasileira
2. Use of ultra-low-dose (≤6 mg) doxepin for treatment of insomnia. PMC
3. American Geriatrics Society 2023 updated AGS Beers Criteria®. Beers 2023
4. Clinical Practice Guideline for the Pharmacologic Treatment of Chronic Insomnia in Adults. AASM
5. Thorough QT evaluation of 6- and 50-mg oral doxepin. PubMed
6. SILENOR® prescribing information. FDA