06/05/2026
Nem toda indicação cirúrgica é absoluta. E esse é um ponto que precisa ser dito com mais responsabilidade.
Na prática médica, existem casos claros — em que a cirurgia é indiscutivelmente o melhor caminho. Mas há muitos outros em que a decisão é relativa, dependente de contexto, experiência do cirurgião, perfil do paciente e até da técnica disponível.
E é exatamente aí que entra o valor de uma segunda… ou até terceira opinião.
Buscar outra avaliação não é sinal de desconfiança — é sinal de maturidade.
É entender que medicina não é protocolo rígido, é raciocínio clínico.
Já vi pacientes com indicação de cirurgia “urgente” que poderiam ser acompanhados.
E outros que estavam sendo subtratados, quando o tempo era essencial.
Uma nova opinião pode:
• confirmar a necessidade da cirurgia
• apresentar alternativas menos invasivas
• mudar completamente a estratégia
• ou simplesmente trazer mais segurança para decidir
No fim, o mais importante não é operar mais.
É operar melhor. E, principalmente, operar quando realmente precisa.
A boa medicina não tem pressa em indicar.
Tem compromisso em acertar.
Diego Marques
Urologia / Uro Oncologia / Transplante Renal
CRM 4566 RQE 4299