08/12/2025
“Tornar-se pessoa” foi um dos primeiros livros que me tocou na universidade. Um daqueles encontros que parecem abrir uma fresta no peito e mostrar que há algo ali esperando para ser vivido. "O Ser e o Nada" também me acompanhou como um eco distante, uma ideia forte demais para ser totalmente compreendida naquele momento, mas que me lembrava que existir é um movimento constante, um vir-a-ser.
Pensar na psicologia como profissão começou lá em 2011. Entrar na faculdade de fato, só em 2016, quando finalmente tomei coragem. E, mesmo assim, não foi um caminho linear. Nunca é. Tranquei o curso algumas vezes, viajei, voltei, me perdi, me reencontrei. A vida não parou para eu estudar psicologia. Pelo contrário, ela fez questão de se apresentar inteira: Tati apareceu, veio a pandemia, nasceu João, nasceu Ayla… e eu nem sei contar quantas vezes cheguei perto de desistir.
Mas sigo acreditando que alguns caminhos continuam chamando mesmo quando a gente tenta se afastar. E, de um jeito teimoso, eu continuei. Um passo, depois outro.
Agora estou aqui: abrindo espaço para o próximo ciclo de aprendizado, de trabalho, de presença e contribuição com o mundo.
Não vou agradecer a todos aqui, porque a lista seria enorme, mas preciso dizer: Tati foi uma força silenciosa e decisiva em cada curva dessa estrada. E tantas outras pessoas passaram por mim em momentos precisos, oferecendo apoio, escuta ou simplesmente lembrando que vale a pena continuar.
Termino esse ciclo com o coração cheio. Tornar-se psicólogo nunca foi só uma formação profissional. Foi e continua sendo um movimento de me tornar quem eu sou.
Vamos juntos. 😊❤️