Psicologa Lara

Psicologa Lara Psicóloga clínica na abordagem psicanalítica | Terapia online | CRP: 06/191885 | (16) 99724-3631

Fingir que o amor não envolve dinheiro é uma das fantasias mais infantis que sustentamos sobre os vínculos.Não porque o ...
14/12/2025

Fingir que o amor não envolve dinheiro é uma das fantasias mais infantis que sustentamos sobre os vínculos.

Não porque o amor seja interesseiro no sentido vulgar, mas porque ele nunca esteve fora da economia da vida psíquica e material. Amar alguém implica investir tempo, corpo, palavras, expectativa, presença e, inevitavelmente, dinheiro. A própria psicanálise recorre à linguagem econômica para pensar o amor: investimento libidinal, perda, ganho, custo, dívida.

Freud foi direto ao ponto ao afirmar que as pessoas lidam com o dinheiro com o mesmo pudor, mentira e moralismo com que lidam com o s**o. O problema não está no desejo, mas na hipocrisia que tenta higienizá-lo. O dinheiro, assim como a sexualidade, toca zonas sensíveis do sujeito: poder, dependência, vergonha, gozo, controle, medo da falta.

Em uma sociedade onde o dinheiro sustenta as condições mínimas de existência, é ingênuo supor que ele não atravesse o amor. Desejar segurança, estabilidade ou sustentação não torna um vínculo falso. Torna-o humano. O amor não se organiza fora do mundo real. Ele tenta, justamente, fazer suplência àquilo que falta, inclusive no campo material.

O impasse aparece quando o dinheiro opera em silêncio. Quando sustentar vira controlar. Quando amar vira dever. Quando a dívida deixa de ser simbólica e passa a organizar o laço pelo ressentimento. É nesse ponto que amor e ódio se articulam, como Lacan mostrou ao falar do amódio. O brilho do amor sempre carrega sua face sombria.

Tratar amor e dinheiro como temas morais só produz culpa e repetição. Pensá-los como operadores do inconsciente permite deslocar o vínculo da cobrança para a palavra. Não se trata de purificar o amor, mas de responsabilizar-se pelo desejo que o atravessa.

Na clínica, esse entrelaçamento pode ser elaborado, sem hipocrisia, sem idealização e sem romantização.
Atendimento clínico online no link da bio.

12/12/2025

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Atendo online.

Tem perdão que não acontece porque a culpa é mais antiga que a relação.Quando você entende sua própria história,o perdão...
11/12/2025

Tem perdão que não acontece porque a culpa é mais antiga que a relação.
Quando você entende sua própria história,
o perdão deixa de ser peso e vira passagem.

👉 Atendo online — foco em culpa, separações, repetições afetivas e relações difíceis.
Agende pelo link da bio.

10/12/2025

Na psicanálise, o perdão não é um gesto moral, nem um acordo com o erro do outro.
Ele diz respeito à posição do sujeito diante da própria culpa e da própria ferida. Muitas vezes, o sujeito prefere sustentar a culpa — própria ou do outro — porque a culpa organiza o sofrimento, dá sentido, evita a angústia do vazio e da perda.

A culpa, estruturalmente, nasce do conflito entre o Eu e o Supereu, e se articula a uma dívida simbólica muito antiga: a dívida edípica. Por isso ela não se desfaz com frases prontas, nem com decisões conscientes do tipo “eu já perdoei”. Quando a culpa é inconsciente, o sujeito pode até dizer que perdoou — mas continua se punindo, repetindo, se colocando novamente nas mesmas cenas de dor.

Perdoar, na psicanálise, é um processo de elaboração. É preciso lembrar para poder esquecer. É preciso simbolizar para não precisar repetir. A análise atua justamente nesse ponto: ao possibilitar o desrecalcamento e a rememoração, o sujeito pode transformar a repetição em história, e a história em algo passível de ser encerrado.

A ética analítica não busca absolver ninguém. Ela sustenta que o sujeito só pode ser culpado de uma coisa: ter cedido do próprio desejo. O trabalho do perdão, então, passa por se perguntar onde se traiu, onde se calou, onde se perdeu de si — para que a culpa deixe de ser um castigo eterno e possa se transformar em responsabilidade subjetiva.

O perdão que realmente dissolve a culpa não é o perdão ilimitado da mãe, que acolhe mas mantém o sujeito infantilizado. É o perdão simbólico ligado à função da Lei: aquele que nomeia, corta, delimita e permite que o sujeito se perdoe a partir da verdade, não da fantasia.

Perdoar, assim, não é esquecer o que aconteceu.
É retirar a própria vida da organização em torno da ferida.
É sair da posição de réu da própria história e recuperar a liberdade de amar, trabalhar e desejar.

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Atendo online. Para iniciar sua análise, me chama no direct.

09/12/2025

Você não sofre só pelo que perdeu.
Sofre porque ainda insiste em não perder.
A repetição cansa, o corpo avisa — e a escuta pode mudar a história.

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Atendo online. Link na bio.

Nem toda intensidade é amor.Às vezes, o que se chama de paixão é só a repetição de uma dor antiga em busca de descarga.R...
08/12/2025

Nem toda intensidade é amor.
Às vezes, o que se chama de paixão é só a repetição de uma dor antiga em busca de descarga.
Relacionamentos tranquilos exigem algo mais difícil que sofrer:
exigem sustentar a falta, o silêncio e a permanência.

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Atendo online — se quiser iniciar sua análise, me chama no direct.

07/12/2025

Um certo nível de ciúmes é humano, esperado, faz parte dos afetos.
Esse vídeo não é sobre isso.
Ele é sobre o ciúmes que não cessa, que invade, que controla, que não dá trégua nem pra quem sente, nem pra quem está ao lado.

Quando o ciúmes vira prisão, ele deixa de falar de amor
e começa a falar de angústia, fantasia de posse e dor psíquica.

Uma amizade que começou pela internet, virou troca de clínica, estudo, escuta e crescimento. Eu e o .psi temos nos ajuda...
06/12/2025

Uma amizade que começou pela internet, virou troca de clínica, estudo, escuta e crescimento. Eu e o .psi temos nos ajudado a aprofundar o olhar sobre a psicanálise, sobre os casos, sobre as próprias questões. Esse texto nasceu de muitas dessas conversas — daquilo que a gente constrói junto, no detalhe e na travessia.
Que a gente siga ocupando os espaços virtuais com afeto, ética e pensamento. Sou muito grata por essa amizade. 🤍

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05/12/2025

As relações não estão evaporando por falta de amor,
mas porque quase ninguém sustenta a Diferença que o outro traz.
A cultura do gozo sem limite esvazia, isola e faz o sujeito fugir
justamente na hora em que o encontro exige profundidade.

Se isso toca algo em você, talvez seja hora de entender
como seus mecanismos inconscientes atravessam a forma como você se relaciona.
Eu atendo online — se quiser iniciar sua análise, o link está na bio.

O ciúme não fala do outro — fala de você.É a falta pedindo nome, história e interpretação.👉 Atendo online — foco em repe...
03/12/2025

O ciúme não fala do outro — fala de você.
É a falta pedindo nome, história e interpretação.

👉 Atendo online — foco em repetições afetivas, insegurança e vínculos marcados por ciúme.
Agende pelo link da bio.

29/11/2025

De repente falei muito, com todo respeito.

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Araraquara, SP

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