02/01/2026
Você já reparou como muitos desenhos infantis hoje parecem rápidos demais até para os adultos? Luzes fortes, cenas que mudam o tempo todo, muita informação acontecendo ao mesmo tempo. Para o cérebro da criança, isso pode ser mais cansativo do que divertido.
Em muitos desenhos mais antigos, o ritmo era outro. A história se desenvolvia com mais calma, as cenas permaneciam por mais tempo e o cérebro conseguia acompanhar a narrativa sem pressa. Isso ajudava a criança a sustentar a atenção, entender o enredo e até imaginar o que vinha depois.
Desenhos como Scooby-Doo, He-Man, Os Smurfs, Dragon Ball, As Meninas Superpoderosas, Rugrats, Doug ou Animaniacs traziam desafios, conflitos, humor, cooperação, persistência e construção de valores. A criança precisava observar, pensar, esperar e se envolver com a história. Tudo isso estimula a linguagem, imaginação, raciocínio e regulação emocional.
Isso não signif**a que todo desenho antigo é melhor nem que os atuais sejam ruins. Existem produções excelentes hoje também. O ponto é olhar para o ritmo, para o excesso de estímulos e para como aquele conteúdo conversa com a maturidade do cérebro da criança.
Quando o desenho respeita o tempo infantil, ele deixa de ser só entretenimento e passa a ser uma ferramenta de desenvolvimento.
🩺 Dr. Luiz Ladeira
CRM 156935 | RQE 62864