28/01/2026
Cada vez mais vejo com preocupação uma banalização de prescrições médicas em pessoas sem doenças com fins estéticos, ou, se não estéticos, com fins de “ter mais saúde, longevidade, prevenir envelhecimento, etc”.
👉Só que muitos desses tratamentos estão longe de serem seguros. O caso mais emblemático é o uso de testosterona e outros anabolizantes em pessoas sem deficiência (a testosterona em homens pode ter indicação em casos de deficiência confirmada, após determinação da causa base), cada vez mais frequente. Assim, homens aparentam saúde, com seus músculos aparentes, mas podem ser sérias complicações (que vejo com alguma frequência em consultório). Mais ainda, agora mulheres vem usando hormônios masculinos e outros vários, também com esse “canto da sereia” de maior saúde e ausência de riscos, o que não é verdade. Hoje, inclusive, vejo mais mulheres com complicações desses tratamentos do que homens.
👉Também isso ocorre com a confusão entre obesidade e “desejo social de emagrecer”. Assim, mulheres sem excesso de peso fazem dietas restritivas, usam medicamentos diversos (muitas vezes de origem desconhecida) com objetivo de chegar em um “peso ideal” determinado por alguma calculadora, e não por dados de vida real. Com isso, passam a ter complicações da própria restrição (queda de cabelo, perda de massa magra, parar de menstruar, ou simplesmente uma vida de constante privação) e ter menos, e não mais saúde. Além de eventual uso de substâncias que também não são recomendadas.
👉Estamos portanto em um paradoxo: para aparentar (e acreditar) ter mais saúde muitos estão abrindo mão da real saúde e da qualidade de vida!
👉Cuidado! Se for tomar uma medicação, saiba porque está usando, de onde veio e se diagnosticam uma “deficiência hormonal” que exige tratamento, pergunte qual a causa. E, se iniciar um tratamento para peso (mas não só), não busque apenas números na balança e sim sempre se pergunte se ele está melhorando sua saúde e qualidade de vida!
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