Rafaela Beraldo Modé

Rafaela Beraldo Modé Ráfa Modè | Psicóloga | CRP 06/142345
✨ Psicóloga | Palestrante
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Empoderando mulheres e empresas com foco em saúde mental e desempenho.

25/04/2026

Até quando???

04/03/2026
Às vezes não é amor.É um laço de trauma.Nem sempre isso aparece como algo “grave”. Geralmente surge como a dificuldade d...
06/02/2026

Às vezes não é amor.
É um laço de trauma.

Nem sempre isso aparece como algo “grave”. Geralmente surge como a dificuldade de ir embora, mesmo sabendo que dói. Como saudade que aumenta na ausência. Como euforia nos momentos bons e apagamento nos momentos ruins.

O amor expande.
Mesmo quando desafia, ele permite que o corpo descanse.
Não exige que você se abandone para ser escolhido(a).

O laço de trauma não é sobre amor — é sobre sobrevivência.
Ele se forma quando cuidado e dor se misturam, quando a conexão vem depois do sofrimento e o corpo aprende a confundir intensidade com intimidade.

Alguns sinais sutis: • ansiedade que parece saudade
• afeto intermitente que parece amor profundo
• limites que soam como abandono
• calma que parece estranha ou vazia

Isso não é fraqueza.
É um sistema nervoso que aprendeu a se adaptar à inconsistência.

Na clínica, uma pergunta costuma esclarecer muito: “Você se sente mais você mesmo(a) nessa relação — ou menos?”

A cura não começa forçando uma saída.
Começa quando o corpo aprende que segurança não precisa ser conquistada pela dor.

Algumas reorientações terapêuticas importantes: • observar como o corpo f**a depois das interações, não só nos momentos bons
• aprender a tolerar a calma sem buscar intensidade
• sustentar limites mesmo quando culpa ou medo aparecem
• compreender que a “abstinência” pode parecer amor, mas muitas vezes é o sistema nervoso se reorganizando

Se algo aqui te tocou, faça uma pausa.
Não há nada de errado com você.

O amor não exige que você sangre para pertencer.
O amor permite que você respire.

Tudo em você é bem-vindo.Até as partes que você aprendeu a esconder tão bem que esqueceu que estavam lá.As partes que fa...
30/01/2026

Tudo em você é bem-vindo.

Até as partes que você aprendeu a esconder tão bem que esqueceu que estavam lá.
As partes que falam em silêncio, em tensão, em lágrimas que chegam sem uma história clara.
As partes que não buscam compreensão — elas querem descanso.
As partes que não querem cura — elas querem ser amparadas sem explicação.

Na sala de terapia, não estamos escavando para corrigir você.
Estamos escutando o que seus sintomas têm protegido.

A ansiedade é, muitas vezes, uma vigilância que nunca aprendeu a baixar a guarda.

A depressão é, frequentemente, a exaustão de carregar um luto não vivido.

O vício é, muitas vezes, o sistema nervoso tentando regular a dor na única linguagem que lhe foi ensinada.

A resistência é, frequentemente, a sabedoria que sabe que avançar rápido demais seria outro tipo de violência.

Nada aqui precisa ser forçado a abrir.

A psique se abre quando se sente segura o suficiente para ser lenta.

A verdadeira transformação não é catarse.
É contato.
Com o corpo.
Com a memória.
Com os lugares onde o sentido se quebrou e, em vez disso, se adaptou.

Com o tempo, algo sutil acontece:
* A guerra interna torna-se uma conversa.
* O crítico torna-se um protetor.
* O sintoma torna-se um mensageiro.
* E o eu (self) torna-se um lar.

Não se trata de tornar-se alguém novo.
Trata-se de reivindicar o direito de existir como você já é — sem pedir desculpas, sem performance, sem abandono.

A cura, em seu nível mais profundo, não é aperfeiçoamento.
É reencontro.

​O Texto

​O texto "All of you is welcome" (Tudo em você é bem-vindo) foi escrito por Gretchen Schmelzer, PhD. Ela é uma psicóloga aplicada e autora do livro "Journey Through Trauma" (Jornada Através do Trauma). Seus escritos focam muito na integração das "partes" feridas e no ritmo necessário para a cura real.

​A Imagem

​A ilustração da "lua" acolhendo a figura feminina é da artista ucraniana Tania Yakunova. O estilo dela é conhecido por usar formas orgânicas e temas que evocam introspecção e conexão emocional.

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