24/02/2024
" Estou me odiando..."
Reza a lenda que na companhia de certas pessoas, a gente se torna a versão melhor ou pior de nós mesmos.
Conveniência ou não, os dois tipos de personalidade estão dentro de nós; sejam eles heranças genéticas ou itens de sobrevivência adotados.
Ouço pessoas dizerem que "se odeiam no que se tornaram, quando escolheram viver com fulano (a) ou trabalharem em X lugar". A culpa do que se tornaram é o país onde vivem, dos "amigos" que fizeram e acham que não são, "só atraem invejosos e interesseiros", da casa onde moram, culpa da mãe, culpa do mato que cresceu na calçada, do calor ou frio que faz, da chuva, enfim, culpados e justificativas.
Tem uns que centralizam a culpa e erros como na tentativa de pouparem de aparências um tanto negativas de si mesmos. "Santos"? Afinal, quem condena ou beatifica terceiros com maledicências ou reconhecimentos, mostram-se. Revelam-se.
Sim, o ódio e o amor fazem parte da mesma moeda. Dualidade. Natural.
Como tudo na vida: bom - mau, bem - mal, perda - ganho, saúde - doença, dia - noite.
Logo, não são os outros que nos transformam
Temos tendência dentro de nós mesmos para tais mudanças serem permitidas por nós mesmos.
Mas, Karina, por que culpamos a nós ou alguém ou a uma situação?
Tendências. Hábito. Ciclo que repetimos teimosamente. Não se encerra para o novo. Por conveniência, busca da aceitação, medo da rejeição, falta de ampliar o conhecimento e a experiência fora da ilha ou da caverna, ociosidade e a falta de amadurecimento. Basta observarmos o dia a dia da pessoa.
Como a gente quer ser visto e aceito? Por que desta necessidade? Como a gente é realmente, dentro de nossos quartos? E dentro desta casca, o templo sagrado chamado corpo? Como está evoluindo? Cuida-se do corpo e da mente? Como? Anda sem o carro?
O ódio não acontece de fora para dentro de nossos corpos. Saca? Já está dentro de nós. A lenda do lobo mau e do lobo bom: O lobo que alimentarmos mais, criará mais força.
Trabalhemos nisto se está nos incomodando.
"- Ah, Karina...Cansa! Enche o s**o...Vou dormir, comer, trepar, ir na balada..."
É. Percebem? Cansa este pensar. É pesado, repetitivo e nada maduro. E querem aceitação?
Sei...