13/02/2019
O que nos leva a não apreciar o que temos e a valorizar o que nos falta?
Um dos nossos maiores problemas é que estamos acostumados a não apreciar o que temos e a valorizar muito aquilo que nos falta. Não ligar para aquilo que, se for perdido, nos fará falta é uma forma comum e pouco realista de pensar sobre determinadas pessoas e situações. Apesar dos nossos objetivos nascerem daquilo que nos faz falta, é um erro criar necessidades de coisas das quais, na verdade, não precisamos.
Às vezes caímos no erro de chamar de necessidades quase tudo que não temos, e de obrigação o que realmente deveríamos apreciar, como as pessoas, os sentimentos ou as situações. Desse modo, desperdiçamos muitas ocasiões porque preferimos fantasiar do que experimentar a realidade, possivelmente porque o primeiro costuma ser muito mais fácil do que o segundo.
Geralmente aproveitamos muito pouco aquilo que temos, e este costuma ser um padrão que algumas pessoas exercitam durante grande parte do seu tempo. Alguns especialistas nesse assunto falam, inclusive, da chamada síndrome da parte faltante para se referir à fixação constante por aquilo que não possuímos, chegando a beirar uma obsessão.
Não espere ter tudo para aproveitar a vida; você já tem a vida para aproveitar tudo.
Devemos parar de idealizar e começar a apreciar o que temos
Atingir uma meta e pensar na seguinte é algo razoável e lógico. No entanto, o problema ocorre quando, ao mesmo tempo, aproveitamos muito pouco aquilo que temos. E aqui está o segredo: o momento presente, queiramos ou não, é o único que temos, e é o segredo para viver plenamente.
O inconformismo é uma tendência intrínseca do ser humano, mas ele não deve angustiar as nossas vidas. Por outro lado, a motivação é fundamental e, até certo ponto, instintiva. Isso não precisa ser negativo, mas se nós reunirmos o inconformismo crônico com a idealização daquilo que não temos, podemos cair em um poço de insatisfação.
A idealização costuma nos enganar. Sentimos falta ou desejamos algo porque acreditamos que vamos nos sentir muito melhor se conseguirmos alcançá-lo; na realidade, não podemos saber com certeza como será uma situação até ela ser vivida. Idealizar é valorizar cegamente o que, normalmente, não corresponde à realidade. Ser conscientes de tudo isso é o primeiro passo para aproveitar o nosso dia a dia.
Devemos ser conscientes daquilo que temos, do que somos, e aproveitar o que a vida nos oferece. Devemos ter cuidado com o que buscamos e desejamos. Não existem situações perfeitas, só as que nós imaginamos em nossas mentes. Aí entra em jogo a idealização daquilo que não temos, aquilo que os outros têm e tudo aquilo que nos faz falta.
Às vezes deixamos de viver a nossa realidade por algo que não existe. Idealizar é o primeiro passo para a desilusão.
O inferno está cheio de más intenções
Aproveitamos pouco o que temos porque nós não prestamos muita atenção.
Saber o que deve ser considerado é o primeiro passo para valorizar. Prestar atenção às coisas certas abre uma janela para o bem-estar, porque quem sabe aproveitar o pouco ou muito que o cerca já aprendeu a verdadeira essência da vida.
Valorizar e apreciar o que temos é fundamental para cobrir tanto as nossas necessidades quanto as das pessoas que nos rodeiam.