31/03/2026
Vivenciei uma situação simples no último fim de semana, mas que me trouxe uma reflexão profunda.
No último fim de semana, meu filho participou de um encontro na casa de uma colega de escola. Por ser a primeira vez, levamos uma flor como forma de agradecimento à mãe anfitriã.
Horas depois, recebi uma mensagem dessa mãe relatando o quanto ficou emocionada com o gentileza de receber uma flor de um garoto de 14 anos. Ela destacou a importância de, já nessa fase da vida, os meninos desenvolverem a consciência sobre como se relacionar com o outro, com respeito, gentileza e consideração. Ressaltou a importância de pais forjarem nos filhos valores de respeito e empatia às mulheres!
Enquanto pais constantemente nos empenhamos em mais do que ensinar um comportamento social, ao incentivar esse tipo de gesto estamos ajudando a estruturar, nosso filho, referências de respeito, sensibilidade e responsabilidade afetiva.”
Esse retorno, embora muito positivo, me levou a uma reflexão mais profunda.
O fato de um gesto simples gerar tamanha admiração nos convida a pensar sobre o contexto social em que estamos inseridos. Vivemos um momento em que a violência contra a mulher é amplamente discutida, o que nos leva a questionar:
QUEM SÃO ESSES HOMENS QUE PERPETUAM TAIS COMPORTAMENTOS?
Essa pergunta nos direciona inevitavelmente para a base da formação desses indivíduos. Enquanto sociedade e, em especial, enquanto figuras cuidadoras, precisamos refletir sobre quais valores estão sendo transmitidos às nossas crianças. Não se trata apenas de discutir igualdade de direitos no âmbito social ou profissional, mas de algo mais fundamental: a construção de uma ética do cuidado, do respeito e da empatia nas relações humanas.
Diante disso, é importante considerar se, de alguma forma, estamos falhando ou sendo insuficientes na educação emocional e social dos meninos.
Estamos ensinando, de fato, sobre respeito, limites, responsabilidade afetiva e reconhecimento do outro como sujeito de direitos e dignidade?
Essa não é uma reflexão de culpabilização, mas de responsabilidade compartilhada.
Educar meninos para que se tornem homens mais conscientes, respeitosos e sensíveis é um compromisso coletivo e começa, necessariamente, nas pequenas atitudes do cotidiano e somos nós Mulheres Mães que temos que mudar isso, para que daqui a 20, 40, ou 60 anos possamos deixar um lugar fértil em respeito, empatia, sensibilidade e responsabilidade afetiva!
“Não é sobre dar flores. É sobre formar homens que saibam respeitar, reconhecer e cuidar.”