21/04/2026
É Assim Que Deve Ser
Todos nós nascemos com potenciais a serem desenvolvidos e vividos plenamente. Mas podemos nos desequilibrar, quando fazemos demais uma coisa e deixamos de fazer outras que também são vitais para nosso contentamento e saúde. Pensando em nosso mundo moderno, os apelos são para ter e viver de aparências, fazendo com que não nos sobre tempo pra cultivar o ser e fazer desenvolver as nossas potencialidades interiores.
Por exemplo, quanto tempo você tira, no seu dia, pra fazer uma reflexão sobre o que anda fazendo da sua vida, o que anda dizendo a si mesmo diariamente, às pessoas... sobre o mal que f**a guardando dentro de você em forma de mágoas, ódios, desejos de vingança, medos, culpas... Quanto tempo se dedica a reconhecer seus padrões de automartírio e autopunição? E quanto tempo se dedica no exercício do perdão e do autoperdão? E quanto se dedica à leitura e estudo de matérias que lhe ensinem a realizar essa cura interior tão necessária e tão urgente? Não adianta frequentar uma Igreja, seguir ritos e não praticar seus ensinamentos!!
Terapias simples podem nos trazer grande alívio e libertação, como cantar, dançar, andar descalço ao ar livre, caminhar sob as árvores, tomar sol, andar de bicicleta, ter uma prática artística. Práticas que desanuviam nosso estado mental nos deixam leves, alegres, amorosos e generosos nos lavam a alma, à medida que vão tirando as tensões corporais e melhorando a nossa saúde. Um corpo forte favorece uma mente forte. Mente forte é aquela que se livrou das suas toxinas emocionais. Registrou? Aí, seu destino muda.
No entanto, nossas escolhas por diversão têm girado em torno das telas de TV e celular, dos bares e restaurantes, da sexualidade como divertimento, das bebidas e outras substâncias, dos exageros na aparência. Tudo que desorganiza ainda mais nosso sistema, e ainda nos traz acúmulo de toxinas físicas, mentais e emocionais. O fato é que, sem meditar sobre o que fazemos com nossa própria pessoa, jamais poderemos encontrar os caminhos da “salvação”.
Já pensou na sua ansiedade como uma perturbação da ordem natural da sua vida? Nos seus adoecimentos, empobrecimentos, perdas? No caos da sua vida e também no caos social? Tudo que esteja desarrumado, precisa ser arrumado. Estamos colocando o fútil antes do útil, consegue enxergar? Porém, primeiro a paz, que o resto vem atrás... Quando acontece o retorno à ordem, também retornam a segurança e a tranquilidade, a saúde e o bem-estar. Primeiro as coisas do espírito, depois as coisas da vida material – essa é verdadeira ordem.
De novo – a questão não é só frequentar uma Igreja! É, antes de tudo, frequentar o templo da consciência. E ajuda, incrivelmente, nos dedicarmos a atividades que nos alegram, descansam e suavizam a vida. Boa reflexão, e boa semana!
Artigo de minha autoria publicado no Jornal Interação em 17/04