28/12/2025
➡️Existe uma ideia muito difundida de que só mudamos quando “chegamos ao fundo do poço”. Mas, na prática clínica, isso não se confirma. Muitas mudanças importantes não nascem da dor explícita, e sim de um incômodo sutil, de uma sensação de estagnação ou até de uma vida que “está boa”, mas poderia ser mais alinhada com quem a pessoa deseja se tornar.
➡️A chamada zona de conforto não é, necessariamente, um lugar agradável. É apenas um lugar conhecido. Nosso cérebro prefere o previsível ao novo, mesmo que o previsível limite o crescimento. Por isso, muitas vezes, permanecemos em situações que funcionam “mais ou menos” (relações, trabalhos, modos de viver) não porque estamos satisfeitos, mas porque são familiares.
➡️Mudar é, frequentemente, o que antecede a melhora, e não o contrário. Primeiro a pessoa muda hábitos, escolhas, posicionamentos internos; depois, percebe os ganhos emocionais, relacionais e até financeiros. Esperar a insatisfação aparecer como sinal de que algo precisa mudar pode atrasar processos importantes de desenvolvimento pessoal.
➡️Além disso, não estar insatisfeito não significa, automaticamente, ter autoconsciência. Em muitos casos, trata-se apenas de falta de autopercepção. Quando padrões são repetidos por gerações, o “normal” pode ser, na verdade, um funcionamento limitado, mas tão conhecido que deixa de ser questionado. A satisfação, nesse contexto, pode ser apenas conformismo aprendido.
➡️A terapia amplia a consciência, ajuda a diferenciar acomodação de contentamento real e oferece um espaço seguro para questionar escolhas, padrões e crenças. Não é só sobre aliviar sofrimento, mas sobre criar possibilidades. É nesse processo que muitas pessoas descobrem que podem escolher diferente e viver melhor mesmo sem estarem, inicialmente, infelizes.
➡️Mudar não é um sinal de fracasso com a vida que se tem. Muitas vezes, é um ato de responsabilidade com a vida que ainda pode ser construída.
🌹Em 2026, faça terapia!🌹