30/01/2026
Às vezes a gente chama de amor aquilo que, no fundo, é medo. Medo de recomeçar, de ficar sozinho, de admitir que algo não é mais como antes. O medo cria raízes silenciosas e faz a gente permanecer onde já não há troca, só costume e expectativa.
O amor verdadeiro não aprisiona nem confunde. Ele traz segurança, diálogo e paz, mesmo quando existem desafios. Quando a relação dói mais do que acolhe, quando o peito vive apertado e a mente cansada, talvez não seja amor que mantém, é o receio de encarar o fim e o desconhecido.
Recomeçar assusta porque exige coragem para se escolher. Mas ficar por medo cobra um preço alto, a própria paz. Às vezes, soltar não é perder, é se permitir viver algo que não machuca.