Psicólogo Laugi Leite Brião

Psicólogo Laugi Leite Brião Psicoterapia para adolescentes e adultos.

Às vezes, a voz que mais nos limita não vem de fora , vem de dentro.E o mais curioso é que ela costuma soar familiar, qu...
25/11/2025

Às vezes, a voz que mais nos limita não vem de fora , vem de dentro.
E o mais curioso é que ela costuma soar familiar, quase convincente, como se estivesse apenas “dizendo a verdade”.

Mas muitas vezes essa voz está ecoando crenças centrais , aquelas conclusões rígidas sobre quem somos (“não sou bom o bastante”, “sempre estrago tudo”, “ninguém f**a por minha causa”) que aprendemos ao longo da vida e depois repetimos sem perceber.

Essas crenças são como lentes profundas que filtram nossa percepção. Não são fatos, mas interpretações antigas que continuam a operar no presente. E, quando não questionadas, viram rótulos que colamos na ''testa'' sem nem notar.

O problema é que, quando você se define pela dor, tudo ao seu redor começa a confirmar essa definição.

E é por isso que mudar dói: porque não é só aprender algo novo é desaprender as “verdades” que você contou para si mesmo por anos.

A boa notícia é que essas crenças podem ser revisadas.
Elas não são tatuagens, são histórias. E histórias podem ser reescritas.

Começa quando você percebe que aquela frase dura, automática e familiar não é a sua identidade é apenas um hábito mental.
E hábitos podem ser modif**ados com consciência, prática emocional e novas experiências.

A mentira que você repete não precisa ser o lugar onde você mora.

Se percebe que tem carregado rótulos pesados demais, talvez seja hora de ressignif**ar essas histórias. Estou aqui pra te ajudar nesse processo.

Às vezes, o problema não é quem você é,  é o ciclo emocional que você aprendeu a repetir.E isso explica por que tantas p...
24/11/2025

Às vezes, o problema não é quem você é, é o ciclo emocional que você aprendeu a repetir.

E isso explica por que tantas pessoas dizem algo como:
“Eu sei o que preciso fazer… mas, na prática, faço o contrário.”

A mente racional compreende o caminho, mas a mente emocional ainda está presa a antigos roteiros.
Segundo a Terapia do Esquema, esses padrões surgem de experiências signif**ativas que moldaram a forma como você se relaciona, reage, ama, confronta e se protege.

O que antes era uma estratégia de sobrevivência, hoje pode ser uma prisão silenciosa.

O ponto central não é se “o problema é você”.
É perceber que boa parte do seu comportamento acontece antes mesmo que você “escolha”.
São respostas automáticas que se ativam em segundos e que criam a sensação de estar revivendo a mesma história em corpos diferentes.

A mudança começa quando você identif**a o ciclo, nomeia o padrão e, com ajuda profissional, constrói novas experiências emocionais que internalizam um jeito diferente de existir.

Entender é o primeiro passo.
Mas agir diferente, de forma consistente e consciente, é o que transforma.

E, quando isso acontece, algo poderoso se revela:
Você finalmente descobre que nunca foi “defeituoso(a)”.
Só estava tentando viver o presente com ferramentas que pertenciam ao passado.

Referência: Jeffrey Young – Terapia do Esquema.

Muita gente passa anos acreditando que a traição é algo que se evita “fazendo tudo certo” controlando, cedendo, vigiando...
20/11/2025

Muita gente passa anos acreditando que a traição é algo que se evita “fazendo tudo certo” controlando, cedendo, vigiando…
como se a conduta do outro fosse uma consequência direta do nosso esforço emocional.

Mas a verdade é mais dura e, paradoxalmente, mais libertadora.

Tentamos impedir a traição como quem tenta segurar água com as mãos:
fechamos os dedos, apertamos com força, tensionamos o gesto…
e ainda assim ela escapa.
Não por falta de cuidado, mas porque aquilo que escapa nunca esteve sob nosso domínio.

Ciúme, restrições, tentativas desesperadas de provar amor… tudo isso nasce da ilusão de que:
“se eu fizer o suficiente, o outro não vai me ferir.”
Só que fidelidade não é consequência do controle.
É expressão de caráter, consciência e maturidade emocional.

E aqui entra uma ideia fundamental de Erich Fromm:
para ele, o amor maduro é aquele em que duas pessoas se unem preservando a própria integridade.
Não é fusão, não é posse.
É um encontro entre dois seres que podem dizer:
“Eu escolho estar com você, sem precisar te aprisionar e sem me perder.”

Fromm aponta que o amor imaturo diz: “Eu te amo porque preciso de você.”
Mas o amor maduro diz:
“Eu preciso de você porque te amo.”
Ou seja, o vínculo nasce da liberdade, não do medo.

Essa é a chave:
quem deseja ser fiel, será fiel pela própria consciência não pelas grades que tentam colocá-lo.
E quem está disposto a trair, o fará independentemente da intensidade do seu amor, da sua entrega ou da sua vigilância.

Entender isso não é desistir do amor.
É colocá-lo no lugar certo.

Relacionamentos saudáveis não se constroem com contenção, mas com presença.
Não se fortalecem com desconfiança, mas com clareza.
E só se sustentam quando ambos escolhem permanecer não quando um tenta impedir o outro de ir.

Às vezes, a parte mais angustiante de um processo de mudança não é “não saber o que fazer”… é saber perfeitamente, mas a...
20/11/2025

Às vezes, a parte mais angustiante de um processo de mudança não é “não saber o que fazer”… é saber perfeitamente, mas ainda assim sentir que algo dentro de você puxa na direção contrária.
Como se a mente racional dissesse “vai”, mas o corpo emocional respondesse “não consigo”.

E isso não signif**a fraqueza.
Signif**a história.

Grande parte dos nossos comportamentos nasce de conexões emocionais antigas, que foram reforçadas repetidas vezes. Sapolsky lembra que “o cérebro se torna aquilo que ele pratica ser”. Ou seja, padrões aprendidos emocionalmente podem ser mais fortes que qualquer argumento lógico — simplesmente porque foram repetidos por anos.

A TCC também aponta para isso: conhecimento racional não muda comportamento se a emoção vinculada ao padrão continuar intacta.
É como tentar atualizar um software com um hardware que nunca foi reorganizado.

E por isso mudar dói.
Porque exige ressignif**ar emocionalmente aquilo que antes parecia automático.
Exige repetir de forma consciente aquilo que antes acontecia por impulso.
Exige constância, mesmo quando a sensação interna diz que não faz sentido.

Mudança real é quando pensamento, emoção e comportamento começam a conversar na mesma direção.
E isso leva tempo , mas leva você para um lugar mais inteiro.

“O cérebro não se transforma com informação. Ele se transforma com experiência'' repetida.”

Atendendo casais ao longo do tempo, percebi que muitos conflitos que parecem “grandes demais” na verdade estão apoiados ...
19/11/2025

Atendendo casais ao longo do tempo, percebi que muitos conflitos que parecem “grandes demais” na verdade estão apoiados em padrões silenciosos, aprendidos muito antes da relação existir.

A primeira coisa que sempre chama atenção é que o problema nunca é só o problema.
Ninguém briga apenas por causa de um copo fora do lugar, uma mensagem visualizada, um atraso.
O que realmente dói é o signif**ado que cada um constrói em cima disso.
Quando a dor é antiga, qualquer detalhe vira gatilho.

A segunda lição é que comunicação é menos sobre falar e mais sobre se arriscar a ser entendido.
Muitos casais se evitam por medo de conflito, e essa evitação cria ainda mais tensão.
Quando alguém finalmente consegue dizer “eu senti falta de ti naquele momento”, ao invés de “tu nunca faz nada direito”, algo se reorganiza.
A relação se torna um espaço possível, não um campo de batalha.

E talvez a lição mais transformadora seja perceber que um casal não evolui quando alguém vence , mas quando a relação vence.
Quando abandonam a ideia de “quem tem razão” e passam a olhar para “o que estamos precisando?”, tudo muda.
Porque a disputa sempre cria distância, mas a colaboração cria vínculo.

No fundo, o que vejo é que a maioria das relações não precisa de perfeição.
Precisa de abertura, presença e disposição para reconstruir o caminho juntos às vezes, começando por conversas simples que nunca foram possíveis antes.

Se esses pontos tocaram algo em você, talvez seja o momento de olhar para sua relação com mais cuidado.

A ansiedade pode fazer com que você espere o pior de cada situação, mesmo quando não há motivo claro.E nos relacionament...
27/05/2025

A ansiedade pode fazer com que você espere o pior de cada situação, mesmo quando não há motivo claro.

E nos relacionamentos, isso vira um campo minado: qualquer silêncio parece desprezo, qualquer mudança de tom vira ameaça.

Você começa a se calar para evitar conflitos, mas por dentro, acumula tensão. Ou então se torna reativo, tentando controlar tudo para se sentir seguro.

– Medo constante de rejeição
– Dificuldade de confiar
– Crises de ciúmes
– Necessidade de controle
– Medo de falar o que sente
– Autoanálise exagerada

Nenhuma dessas estratégias resolve. Só esgota.

🧠 Na terapia, você aprende a reconhecer esses padrões, entender sua origem e construir vínculos mais seguros — começando com você mesmo.

✨ Se quiser conversar sobre como funciona o processo, me chama no direct. Pode ser o primeiro passo pra mudar isso.

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A p0rn0graf1a pode estar afetando seu relacionamento (e talvez você nem saiba).Muitos casais enfrentam uma desconexão em...
10/05/2025

A p0rn0graf1a pode estar afetando seu relacionamento (e talvez você nem saiba).

Muitos casais enfrentam uma desconexão emocional e sexual…
E, às vezes, a raiz do problema está escondida na aba anônima do navegador.

O consumo frequente de porn0graf1a pode afetar:
• A intimidade real
• O desejo pelo parceiro
• A expectativa sobre o s**o
• A conexão emocional

Não é sobre moralismo.
É sobre quando o uso se torna compulsivo, gera culpa, diminui o interesse no parceiro ou causa conflitos.

Quem está do outro lado pode sentir:
• Rejeição
• Insegurança
• Sensação de ser insuficiente

O que pode ajudar:
• Diálogo aberto e respeitoso
• Terapia individual ou de casal
• Redução gradual do consumo
• Entender o que se busca na porn0graf1a.

🧠 Se isso te incomoda, é possível entender o que está por trás e resgatar o desejo no lugar certo: na troca real.

📍Psicoterapia pode ajudar — pra quem consome, e pra quem está do outro lado também.

15/09/2024

Pense em um relógio de corda antigo. Quando é novo, cada engrenagem parece funcionar com perfeição, movida pela energia do início.
_
Com o tempo, porém, o mecanismo começa a desacelerar. Manter esse relógio funcionando requer uma atenção quase imperceptível, uma delicada e repetida ação de dar corda.

Assim é o cuidado no relacionamento: não basta apenas apreciar os momentos em que tudo flui naturalmente. É nos dias silenciosos que a verdadeira manutenção acontece. Cada gesto, conversa ou olhar se torna a mão que, com sutileza, ajusta o tempo do afeto. Se deixarmos de dar corda, o relógio pode até continuar funcionando por um tempo, mas eventualmente, sem esse toque contínuo, ele para.

O segredo está na constância silenciosa e no entendimento de que o amor, assim como o tempo, é construído por pequenas ações que, juntas, fazem o todo continuar a girar.
_

12/07/2024

Quando o mesmo problema se repete na vida. 💭

20/02/2024
07/02/2024

Sobre autoconhecimento.

09/01/2024

Confere e entenda, que aquilo que pode estar lhe prejudicando pode não ser tão simples de resolver só com a força de vontade.

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