01/10/2025
Ao longo desse mês, em todas as oportunidades que tive de falar sobre prevenção ao suicídio e adoecimento mental como um todo, tentei destacar o que, na minha percepção clínica tem uma determinância em grande parte das questões de sofrimento psíquico: a forma como o afeto se apresenta nas interações e relações ou, a ausência dele.
E cabe destacar que* o sofrimento psíquico parte muitas vezes de condições que não se relacionam com a forma como se estabelecem as nossas relações, como ao considerarmos a gama de transtornos mentais que geram adoecimento e que podem inclusive culminar em ideação suicida ou em suicídio.
Entretanto, até mesmo nessas condições, as relações, interações e conexões que se estabelecem de um modo mais afetivo e empático, tendem a estarem num quadro com maior fator protetivo.
Por isso tenho a plena compreensão de que a prevenção básica e nem um pouco menos importante, é o afeto.
Tentando imprimir um pouco mais de afeto nas relações a gente pode ir dando um tom de amarelo em todos os demais meses do ano, pra além de setembro.
🌻 (Sinais e indícios de ideação ou tentativa de suicídio requerem acolhida e afeto mas também busca de suporte profissional imediato, através do sistema único de saúde, caps, samu, upa ou pronto atendimento, através dos profissionais de saúde mental, psicólogos e psiquiatras que atendem na rede privada, e, para momentos pontuais onde serviços especializados não são possíveis de serem acessados naquele momento, existe o serviço de escuta e acolhida do centro de valorização da vida, o CVV, através do número 188, gratuito para ligação.)