Psicóloga Nadia Jacoby

Psicóloga Nadia Jacoby Psicóloga Clínica

Durante muito tempo, a pergunta que guia a vida afetiva de muitas pessoas é: “quando vou encontrar a pessoa certa?”.Essa...
26/03/2026

Durante muito tempo, a pergunta que guia a vida afetiva de muitas pessoas é: “quando vou encontrar a pessoa certa?”.
Essa pergunta carrega uma expectativa de que o outro virá organizar, de algum jeito, o caos interno. Como se, ao chegar, ele ajustasse inseguranças, curasse feridas, apagasse medos.

Com o tempo, especialmente depois de algumas relações frustrantes, essa pergunta pode mudar. Em vez de focar tanto em quem vai chegar, você começa a olhar para quem está aí todos os dias: você.

O autocuidado emocional não nasce, de repente, quando o relacionamento ideal aparece. Ele é construído nos pequenos movimentos: quando você se escuta, quando respeita seus limites, quando reconhece suas necessidades, quando procura ajuda ao perceber que repete os mesmos padrões e se machuca do mesmo jeito.

Quanto mais você se conhece, mais clareza tem sobre o que faz sentido na sua vida afetiva e o que te afasta de si. Você passa a distinguir melhor entre conexão genuína e carência, entre parceria e salvação, entre amor e tentativa de tapar vazios antigos.

Relacionamentos saudáveis não exigem que você deixe de ser quem é para caber. Pelo contrário: eles se constroem quando duas pessoas, cada uma com sua história, conseguem permanecer em contato com a própria verdade, inclusive quando pensam diferente.

Talvez a pergunta “quando vou encontrar a pessoa certa?” seja menos importante do que essa: “como eu tenho cuidado de mim enquanto essa pessoa não chega, ou mesmo que nunca chegue nos moldes que imaginei?”.

Tem um momento em que a pergunta muda de “quando vou encontrar a pessoa certa?” para “quem eu estou me tornando enquanto...
25/03/2026

Tem um momento em que a pergunta muda de “quando vou encontrar a pessoa certa?” para “quem eu estou me tornando enquanto espero?”. Quando essa virada acontece, a busca deixa de ser uma corrida para cumprir um roteiro e passa a ser um movimento de se aproximar de si mesma.

Se conhecer melhor não é um detalhe romântico. É o que permite entender o que você precisa para se sentir segura, quais são seus limites, o que te machuca, o que te faz florescer e quais relações te afastam de quem você deseja ser.
Sem esse olhar, qualquer pessoa pode parecer “a pessoa certa” desde que preencha um vazio imediato. Com esse olhar, você começa a perceber que algumas conexões não combinam com a vida que está construindo.

Quando você se coloca como personagem principal da própria história, a pergunta sobre “marido certo” ou “parceira certa” ganha outro tom. Em vez de procurar alguém que te salve, você passa a escolher alguém que caminhe ao lado, somando com a mulher que você já está se tornando.

Você não precisa ter tudo resolvido para se relacionar, mas pode escolher não abandonar o processo de se conhecer só para encaixar uma expectativa externa.

20/03/2026

Quando estar só parece insuportável, qualquer presença vira uma espécie de alívio imediato. A sensação é de que, enquanto tem alguém por perto, o vazio f**a menor, os pensamentos incomodam menos, a vida ganha uma cor a mais. Só que, com o tempo, esse movimento pode te levar para lugares de muito sofrimento.

Quando você não se reconhece como boa companhia para si, corre o risco de aceitar vínculos que machucam, apenas para não encarar o silêncio. Vai se adaptando, se diminuindo, engolindo o que sente, e se afasta cada vez mais de quem é, na tentativa de não f**ar sozinha.

Aprender a gostar da própria companhia é um processo.
Começa quando você passa a se observar com mais gentileza: o que te faz bem? Que tipo de rotina te acolhe? Quais interesses você deixou de lado para priorizar sempre o outro? Aos poucos, você vai descobrindo pequenos espaços de prazer e de descanso que dependem menos da presença de alguém e mais da sua autorização interna para viver aquilo.

Isso não signif**a criar uma vida isolada e sem vínculos. Signif**a entrar nas relações com menos desespero e mais escolha. Quando a sua vida tem espaço para você, a decisão de f**ar ou sair de uma relação deixa de ser uma questão de sobrevivência e passa a ser uma escolha mais consciente.

O que você faz hoje que te ajuda a ser uma companhia um pouco mais amorosa para si mesma?

Responsabilidade afetiva virou um termo muito usado, mas, no dia a dia, ainda existem muitas confusões sobre o que isso ...
19/03/2026

Responsabilidade afetiva virou um termo muito usado, mas, no dia a dia, ainda existem muitas confusões sobre o que isso signif**a.
Ela não tem a ver com nunca frustrar ninguém, porque relações reais inevitavelmente trazem frustrações. O ponto está em como você lida com o impacto que causa no outro quando se aproxima, permanece ou decide ir embora.

Quando você convida alguém para a sua vida, faz gestos de carinho, compartilha intimidade e cria um vínculo, está participando da construção de algo que não afeta só você. Do outro lado existe uma pessoa com expectativas, medos, histórias e esperanças que também estão em jogo.

Cuidar disso passa por ser coerente entre o que se fala e o que de fato se oferece. Passa por não alimentar uma relação só para não f**ar só, enquanto, internamente, já decidiu que não quer construir nada ali. Passa por ter a coragem de dizer “eu não consigo te oferecer o que você espera” quando isso se torna claro.

Responsabilidade afetiva envolve honestidade, mas também envolve delicadeza. É possível ser verdadeiro sem ser cruel. É possível expressar limites sem desqualif**ar o que o outro sentiu. E, quando isso não for possível sozinho, buscar apoio profissional pode ajudar a entender os próprios limites e comunicar isso com mais cuidado.

Que atitude, para você, demonstra responsabilidade afetiva na prática?

As emoções chegam antes da nossa consciência. Quando você percebe, já está com o peito apertado, a vontade de chorar, a ...
17/03/2026

As emoções chegam antes da nossa consciência. Quando você percebe, já está com o peito apertado, a vontade de chorar, a raiva atravessando o corpo, o medo congelando os movimentos. Não existe um botão que desligue isso.

O que você pode aprender a construir é uma forma mais cuidadosa de responder ao que sente. É diferente explodir em cima de alguém e reconhecer a raiva que surgiu, respirar e escolher conversar depois. É diferente engolir tudo e adoecer em silêncio ou buscar um espaço seguro para elaborar o que está acontecendo dentro de você.

Regulação emocional não signif**a deixar de sentir emoções “desagradáveis”. Signif**a aceitar que suas emoções são suas, nascem de uma história, de experiências, de sensibilidade e vulnerabilidades. A partir daí, assumir a parte que está nas suas mãos: pedir ajuda, se afastar quando necessário, buscar terapia, encontrar formas menos destrutivos de se comunicar.

Quando você responsabiliza o outro por tudo o que sente, acaba se colocando num lugar de impotência. F**a sempre à mercê do humor, da presença e do reconhecimento dos outros. Quando você passa a se responsabilizar pelas atitudes que toma a partir daquilo que sente, começa a perceber que tem escolhas, ainda que elas não sejam fáceis.

13/03/2026

Muitas pessoas carregam um conflito silencioso dentro de si. De um lado, o desejo de se proteger de comentários, críticas, explosões e cobranças familiares. Do outro, a sensação de que qualquer movimento de distância as transforma automaticamente em filhas ou filhos ingratos.

A verdade é que existem histórias em que a convivência frequente com a família signif**a conviver, ao mesmo tempo, com humilhações, ironias, chantagens emocionais ou invasões constantes de privacidade.
Nessas situações, insistir em estar presente a qualquer custo pode ter um preço alto demais para a saúde emocional.

Colocar distância não apaga a importância daquela família na sua vida. Não apaga o que houve de cuidado, de presença, de afeto. Também não signif**a que não exista amor. Às vezes, o amor está justamente na decisão de não alimentar mais uma dinâmica que faz todo mundo sofrer, ainda que ninguém assuma isso em voz alta.

Cada caso é único e complexo. Em muitos momentos, o acompanhamento terapêutico ajuda a entender o que é possível ajustar com conversa e limite, e o que, naquele momento, só é administrável com um afastamento maior.
Se você sente culpa por precisar de espaço, talvez seja importante lembrar que cuidar de você não anula o carinho que sente. Só reorganiza a forma como essa relação vai acontecer, dentro do que hoje você consegue sustentar sem se adoecer.

Envie esse vídeo para alguém que está vivendo esse dilema em silêncio.

Quando uma relação vira o centro de tudo, é comum que o medo de perder a pessoa comece a comandar seus gestos, suas fala...
13/03/2026

Quando uma relação vira o centro de tudo, é comum que o medo de perder a pessoa comece a comandar seus gestos, suas falas e até suas escolhas de vida. Você percebe que está ultrapassando limites importantes, que está aceitando coisas que te ferem, mas a ideia de f**ar sem aquele vínculo parece insuportável.

Em muitos casos, isso não nasce dentro daquela relação específ**a. É um jeito de se vincular que vem de muito antes, de histórias antigas de abandono, de negligência, de instabilidade emocional. Em algum momento, o seu corpo aprendeu que, para não f**ar só, era preciso segurar o outro a qualquer custo, mesmo que o preço fosse se afastar de si mesma.

Por isso, a dependência emocional não fala de fraqueza de caráter nem de falta de amor-próprio simples de resolver. Ela aponta para feridas profundas, que precisam ser olhadas com cuidado.

Reconhecer esses sinais já é um grande passo. É um convite para perguntar: que espaço eu tenho dado para mim na minha própria vida? Que tipo de amor eu tenho aceitado por medo de não encontrar outro?

Com apoio, informação e, muitas vezes, com terapia, é possível reconstruir a forma de se relacionar. Não acontece de um dia para o outro, mas cada pequeno movimento conta: dizer o que você sente, perceber o que dói, criar interesses fora do relacionamento, se aproximar de pessoas que te sustentem emocionalmente sem te aprisionar.

Você se identificou com algum desses sinais? Como isso aparece na sua história?

Salve esse carrossel para reler sempre que sentir que está se perdendo dentro de uma relação.

Em algum momento da vida adulta, a gente começa a perceber semelhanças que incomodam. A forma como você reage quando é c...
11/03/2026

Em algum momento da vida adulta, a gente começa a perceber semelhanças que incomodam. A forma como você reage quando é contrariada, o jeito de se calar para evitar briga, a tendência de escolher parceiros parecidos, a dificuldade de pedir ajuda. De repente, você se flagra pensando: “eu prometi que seria diferente, por que estou agindo tão igual?”.

Os padrões familiares vão sendo aprendidos em silêncio. Não é só o que foi dito explicitamente, mas o que você observou todos os dias: como as pessoas lidavam com conflito, como mostravam afeto, como pediam desculpas ou simplesmente fingiam que nada tinha acontecido.
Quando você percebe, já está repetindo esses roteiros sem nem ter escolhido conscientemente.

Reconhecer isso não signif**a culpar a família nem se condenar. Signif**a olhar para a própria história com mais maturidade, entender de onde vêm certos comportamentos e se perguntar, com honestidade: “eu ainda quero viver assim?”.

A partir daí, algo muito potente começa a acontecer. Você pode agradecer o que foi possível receber e, ao mesmo tempo, se permitir criar caminhos novos. Pode escolher maneiras diferentes de se relacionar, de amar, de discordar, de se posicionar.

A história da sua família faz parte de quem você é, mas não precisa ser o limite do que você pode se tornar.

Que padrão da sua família você já percebeu se repetindo na sua vida?

Dia da Mulher também é dia de falar das marcas que tantas mulheres carregam no corpo e na história.São gerações de mulhe...
08/03/2026

Dia da Mulher também é dia de falar das marcas que tantas mulheres carregam no corpo e na história.
São gerações de mulheres ensinadas a suportar, a entender, a cuidar, a sustentar a casa, a família, o relacionamento, mesmo quando ninguém sustentava o que elas sentiam.

Talvez você tenha crescido ouvindo que precisava ser forte, que não podia “fazer drama”, que chorar era sinal de fraqueza. Talvez tenha sido elogiada quando era compreensiva, quando cedia, quando se adaptava ao que esperavam. E, aos poucos, foi se acostumando a ocupar pouco espaço, a pedir pouco, a desejar em silêncio.

Quando uma mulher começa a se ouvir de verdade, algumas estruturas balançam. Relações mudam, trabalhos deixam de fazer sentido, famílias se incomodam. É como se ela finalmente dissesse para si mesma: “eu também conto nessa história”. Esse movimento não é simples, porque mexe com culpa, com medo de rejeição, com o risco real de perder lugares onde, por muito tempo, ela foi reconhecida justamente por se calar.

Hoje, eu quero te lembrar que seu valor não está na quantidade de dor que você consegue aguentar. Está na sua humanidade inteira. Na sua capacidade de sentir, de se posicionar, de se cuidar e, sim, de colocar limites.

Que você possa, pouco a pouco, se aproximar de relações em que não precise se encolher para ser amada. E, se esse ainda não é o seu cenário, que você encontre apoio para caminhar nessa direção.

Se esse texto falou com você, compartilhe nos stories e marque outra mulher que também está nesse processo de se reencontrar.

relacionamentossaudaveis

Crescer não é só pagar as próprias contas. Crescer também é começar a perceber que algumas dinâmicas familiares que pare...
03/03/2026

Crescer não é só pagar as próprias contas. Crescer também é começar a perceber que algumas dinâmicas familiares que pareciam “normais” sempre deixaram um gosto amargo. Interrupções constantes, invasão de privacidade, comentários que diminuem, exigências que desconsideram completamente sua rotina e sua saúde emocional.

Muitas pessoas adultas ainda se sentem como crianças diante dos pais. Vivem com medo de decepcionar, de serem vistas como egoístas, de ouvirem que estão “diferentes”. Por isso, continuam dizendo “sim” para tudo, mesmo quando o corpo já dá sinais claros de esgotamento.

Colocar limites na relação com a família não anula o amor, o respeito ou a gratidão. Esses limites surgem justamente para tentar construir uma forma de convivência possível, em que você não precise se violentar para manter o vínculo. Às vezes, é uma mudança de rotina. Às vezes, é uma conversa delicada. Em alguns casos, é um afastamento necessário para reorganizar o que está acontecendo.

Esse é um processo que mexe com muita culpa, porque questiona lealdades antigas. Por isso, ter com quem conversar sobre isso faz diferença: amigos confiáveis, grupos de apoio, terapia. Você não precisa escolher entre ser fiel a si mesma e amar sua família. É possível se cuidar e, a partir desse cuidado, se relacionar de um jeito menos destrutivo.

Salve esse carrossel para lembrar dessas possibilidades na próxima conversa difícil em família.

27/02/2026

Ser ‘diferente’ muitas vezes começa com uma mudança de olhar. Aquilo que antes parecia um defeito, um exagero ou um problema, pode se transformar em potência quando a gente aprende a se enxergar por outro ângulo.

Quando mudamos a perspectiva, o que era motivo de vergonha pode virar oportunidade de crescimento, de conexão mais honesta e de escolhas mais alinhadas com quem somos.

Na vida e nos relacionamentos, quase sempre fomos ensinados a nos perguntar: ‘o que tem de errado comigo?’.

Mas, quando começamos a trocar essa pergunta por ‘o que essa situação está tentando me mostrar sobre mim?’, abrimos um espaço novo, menos acusador e mais cuidadoso, para nos responsabilizarmos pela nossa história sem nos destruirmos no processo.

Olhar diferente não é negar a dor, é reconhecer que, dentro dela, também existem possibilidades de transformação. Às vezes, a oportunidade não está fora, está justamente na forma como decidimos nos enxergar a partir de agora.

Que situação na sua vida anda pedindo um novo olhar?

Endereço

Rua 2480 N 93 Sala 2 , Clínica Super Bem
Balneário Camboriú, SC
88330043

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