14/01/2026
Você e seu passado.
Muitas pessoas vivem presas ao passado.
Presas as dores, aos sofrimentos, ao que o pai fez e deixou de fazer, ao que a mãe fez e deixou de fazer. E o problema não é reconhecer que houve dor. O problema é transformar isso numa prisão permanente. Tem gente com 20, 30, 40 anos que ainda vive refém de uma história familiar bagunçada, cruel, desafiadora... e usa esse passado como justificativa para não viver, para não evoluir, para não seguir adiante.
Tudo vira: “é porque meu pai fez”, “é porque minha mãe não fez”, “é porque eu não tive”.
E sendo bem sinsero, um dia, sim, eles foram responsáveis. Um dia houve culpa, houve falha, houve negligência. Mas essa culpa não é eterna. Porque quando você transforma isso numa verdade fixa, você cria uma limitação infinita para a sua própria vida. E quem paga o preço não são eles. É você.
Eu falo isso com propriedade.
Eu tive um passado diticil com meu pai. Bebida, conflitos, dores reais dentro de casa. Coisas que marcaram. Mas eu fiz uma escolha muito consciente: eu não ia repetir essa história. Eu não ia usar aquilo como desculpa para ser menos, para viver pela metade ou para não assumir a minha vida. Eu usei essa experiência como referência do que eu não queria ser. E segui. E sigo até hoje sabendo o que eu quero.
O passado não volta.
Muitas vezes a pessoa nem está mais aqui. E mesmo que estivesse, não tem como mudar o que já foi. É como se você apontasse para o passado e dissesse: “a culpa de eu ser um nada hoje é sua”. E a vida responde: “ok... e agora?”. O que você vai fazer com isso? Porque só culpar não transforma nada.
Então, entenda isso: pare de culpar pai e mãe.
Eles erraram? Sim. Machucaram? Sim. Foram ausentes? Muitos foram. Mas continuar jogando essa responsabilidade para trás só mantém você parado, limitado, travado emocionalmente
Hoje, o grande responsável pela sua não realização seja emocional, profissional, relacional ou até de saúde, é você. Não é mais o outro.
Um dia foi. Hoje não é mais.
A partir de agora, a sua história está nas suas mãos. E isso pode mudar.
Um abraço.
Marcio Alves