27/03/2026
Muitas vezes, o que chega até nós nas redes sociais como "conselho de relacionamento" é, na verdade, um convite ao ressentimento.
Vejo o movimento red pill crescer e, com ele, uma onda de hostilidade que tenta naturalizar a desigualdade. Mas precisamos dar nome ao que estamos vivendo: questionar estruturas que silenciam mulheres não é um ataque aos homens, é uma defesa da vida.
No Brasil, os números de feminicídio não são apenas estatísticas frias; em 2025, foram mais de 1.500 vidas perdidas por questões de gênero. Como psicóloga, entendo que o discurso que validamos hoje molda a segurança — ou o medo — com que caminharemos amanhã.
Ser feminista é acreditar que ninguém merece viver em estado de alerta ou ser tratada como um objeto. É buscar equidade para que os relacionamentos sejam baseados no respeito, e não no controle.
Essa reflexão pertence a todos nós.
O que você sente ao ouvir esses dados? Vamos conversar nos comentários.