23/12/2025
Antes de qualquer retrospectiva bonita, deixa eu ser honesto: esse jaleco, essa camisa azul e essas luzinhas de Natal não contam nem metade do que foi este ano.
Parece leve, quase instagramável — mas 2025 não foi um ano pra fingir sorriso no espelho.
Foi um ano difícil. Pra mim. Pra você. Pra quase todo mundo.
E como uma música do Angra, "não teve como fingir, não teve como esconder as lágrimas nos olhos e seguir como se nada estivesse acontecendo."
Foi o ano em que eu não paguei pra aparecer.
Não comprei tráfego.
Voltei ao velho e subestimado boca a boca.
Conteúdo com alma, conversa real, presença.
E vieram pessoas de longe — Estados Unidos, Alemanha, Nova Zelândia, Coreia do Sul.
Vieram famílias inteiras de Balneário Camboriú e região.
Vieram irmãs em trio.
Vieram pacientes que trouxeram a filha, a irmã, as amigas, o marido, a mãe… e o pai.
Pacientes de Joaçaba que são fieis há quase dez anos e atravessam o estado pra vir aqui na clínica.
Quando alguém confia em você a ponto de trazer quem ama, isso não é marketing. É vínculo.
Foi também o ano em que descobri que meu nome anda o mundo, citado em revistas científicas internacionais, teses, monografias e dissertações — tudo por causa de um tema simples e esquecido: empatia na relação médico-paciente. Tema da minha monografia TCC, sendo Fonte Bibliográfica.
Me senti.
E ironicamente, foi o ano em que eu mais fui paciente.
Troquei de lugar. Vesti o outro lado.
E cada vez que isso acontece, eu volto melhor.
Não como técnico.
Mas como alguém que cuida de gente.
Especialista em gente.
As comemorações de fim de ano são mais antigas que o cristianismo.
São rituais de passagem.
A gente repete os ancestrais sem perceber.
No fundo, não celebramos datas — celebramos o fato de ainda estarmos aqui.
Vivos. Sensíveis. Humanos.
E isso… isso já é muito.
Um abraço bem apertado pra você que passou pelo consultório e saiu melhor do que entrou.
Dr Igor Chinato
Boas Festas