05/02/2022
Compartilhando com vocês, em primeira mão, a publicação de nosso artigo na internacional “O Sintoma Histérico: Uma Proposta de Articulação da Teoria Freudiana e do Modelo Bayesiano". Este artigo é o resultado de um percurso de quatro anos de pesquisa cuja origem está assentada no trabalho do psicanalista e doutor em linguística, Fábio Thá, em cujo livro "Categorias Conceituais da Subjetividade", publicado em 2007 pela Annablume, articulou os mecanismos Freudianos e a teoria linguística dos blends mentais.
Neste trabalho, Dr. Fábio Thá, Tiago Buatim Nion da Silveira e eu, Eduardo Buatim Nion da Silveira, buscamos articular o fenômeno da conversão histérica a partir do modelo neurocientífico de Friston à luz da livre energia, codificação preditiva hierárquica e teoria do cérebro Bayesiano. Vale destacar que o modelo proposto por Karl Friston é perfeitamente compatível com as hipóteses freudianas sobre a atenção, a regulação de estímulos e a memória. Com base no legado de Freud, o modelo inferencial de Friston (Friston, 2010), da neurociência dos afetos (Panksepp, 2012), e dos novos dados a respeito da memória biológica (Kandel, 2013), ajustam-se mutuamente a fim de conceber um modelo unificado sobre a mente humana.
Por fim, compartilho com vocês a nota do editor e o link de acesso de nosso trabalho:
"A história do caso de Elisabeth von R de Freud é revisitado e trazido à vida. Seus sintomas são explicado através de uma dobra magistral de três aspectos patogênicos, ou seja, o deslocamento da carga afetiva de um conflito psíquico em um símbolo, a mistura conceitual da metáfora que vincula o sintoma e o conflito, e a atribuição neurocomputacional de uma precisão excessivamente atenta à queixa somática. Thá, Nion da Silveira e Nion da Silveira afirmam que a interação da neurociência da livre-energia e da psicanálise engendra uma síntese criativa, e que as articulações correspondentes às leituras simbólicas e neurocientíficas são complementares e se esclarecem mutuamente. Os editores concordam com ambas as afirmações."
O artigo foi publicado no Neuropsychoanalysis Journal e está disponível em https://doi.org/10.1080/15294145.2021.1999845