Psicóloga Joanna Zanetti Bassoto

Psicóloga Joanna Zanetti Bassoto Psicóloga Joanna Zanetti Siqueira

Existe uma pressão silenciosa para que a mãe acerte sempre.Perceba o choro rápido, entenda tudo, responda do jeito certo...
07/05/2026

Existe uma pressão silenciosa para que a mãe acerte sempre.

Perceba o choro rápido, entenda tudo, responda do jeito certo, esteja disponível o tempo todo. Como se qualquer falha pudesse marcar de forma irreversível.

Winnicott propõe outra direção quando fala da mãe suficientemente boa.

Ele não está falando de perfeição. Está falando de presença real, que inclui falhas pequenas, suportáveis, que o bebê consegue atravessar.

Essas falhas têm uma função importante. Aos poucos, ajudam a criança a perceber que o mundo não responde imediatamente a tudo, e que ainda assim ela pode continuar existindo.

Quando não há espaço para errar, a maternidade pode virar um estado constante de tensão. Tudo precisa ser controlado, antecipado, ajustado.

Sustentar que não será perfeito abre um outro tipo de vínculo. Mais vivo, mais possível, mais humano. 🤍

Algumas conversas acontecem, mas passam sem deixar rastro.As palavras circulam, a troca se mantém, tudo parece funcionar...
29/04/2026

Algumas conversas acontecem, mas passam sem deixar rastro.

As palavras circulam, a troca se mantém, tudo parece funcionar. Ainda assim, falta algo que realmente conecte.

Winnicott fala do gesto espontâneo como uma expressão que nasce quando há espaço suficiente para existir sem precisar se ajustar o tempo todo. Quando esse espaço não aparece, a fala tende a se organizar mais pelo que sustenta o vínculo do que pelo que revela quem se é.

A interação continua, mas com pouco envolvimento emocional real.

Com o tempo, isso pode dar uma sensação estranha de presença sem proximidade. Como se estivesse ali, mas não inteiro. 🤍

O luto nem sempre é sobre conseguir seguir em frente. Na psicanálise, ele aparece mais como um trabalho interno. Um proc...
24/04/2026

O luto nem sempre é sobre conseguir seguir em frente. Na psicanálise, ele aparece mais como um trabalho interno. Um processo em que, aos poucos, aquilo que foi perdido vai sendo reposicionado dentro de quem ficou.

Não se trata de apagar a ausência, mas de encontrar um outro lugar para ela.

Há momentos em que a perda se impõe com força. Em outros, ela aparece de forma mais silenciosa, em detalhes do cotidiano, em lembranças inesperadas, em afetos que ainda buscam um destino.

Elaborar um luto não significa deixar de sentir. Significa poder continuar existindo mesmo com a falta, sem que tudo precise girar em torno dela o tempo todo.

Com o tempo, o que foi vivido não desaparece. Mas pode deixar de ocupar o mesmo lugar de dor constante e passar a existir de um jeito menos atravessado, mais integrado à própria história. 🤍

Nem todo comportamento da criança é um problema. Às vezes, é só uma tentativa de experimentar o mundo. Testar limites, s...
20/04/2026

Nem todo comportamento da criança é um problema. Às vezes, é só uma tentativa de experimentar o mundo. Testar limites, sentir reações, entender até onde pode ir sendo quem é.

E permitir essa experimentação faz parte do processo. Quando cada gesto vira ajuste, a criança pode começar a se observar mais do que a se viver. Como se estivesse sempre um pouco em avaliação.

Educar também envolve sustentar esse espaço onde nem tudo precisa de resposta imediata. Onde o adulto consegue acompanhar sem antecipar, sem controlar cada detalhe.

É nesse tipo de ambiente que a criança vai, aos poucos, construindo algo mais interno. Uma forma própria de se organizar, de sentir e de existir no mundo.

Nem sempre é sobre intervir. Às vezes, é sobre conseguir estar junto enquanto ela descobre. 🤍

Alguns dias não trazem grandes percepções. Não têm clareza, não têm virada, não têm nada que pareça significativo o sufi...
17/04/2026

Alguns dias não trazem grandes percepções. Não têm clareza, não têm virada, não têm nada que pareça significativo o suficiente pra guardar.

E, ainda assim, eles existem. Nem toda experiência precisa ser transformada em aprendizado. Nem todo sentimento precisa ser entendido na hora em que acontece. Às vezes, viver um dia comum já é o suficiente.

Existe um certo alívio quando a gente para de exigir sentido imediato para tudo.

Tem coisa que só atravessa. E, aos poucos, encontra um lugar dentro da gente sem precisar ser nomeada o tempo todo.

Talvez leveza também tenha a ver com isso. Não precisar fazer de cada momento algo maior do que ele realmente é. 🌿

Existe um certo silêncio quando falamos de família sem dor.Como se, para ser legítimo, o vínculo precisasse ter sido dif...
02/04/2026

Existe um certo silêncio quando falamos de família sem dor.

Como se, para ser legítimo, o vínculo precisasse ter sido difícil. Mas nem toda história passa só por faltas. Algumas pessoas guardam lembranças de presença possível. De alguém que esteve, mesmo sem perfeição. De gestos simples que ajudaram a construir uma sensação de amparo.

Na clínica, isso às vezes aparece junto de uma culpa sutil. Reconhecer o que foi bom pode parecer apagar o que não foi. Mas a experiência emocional não precisa caber em um único lugar.

Há vínculos que, dentro do que era possível, ofereceram sustentação. E isso também marca. F**a como uma base mais silenciosa, que permite confiar, se aproximar e descansar um pouco mais nas relações.

Nem tudo precisa ser revisitado como falta. Algumas experiências podem ser reconhecidas como parte do que ajudou a existir. 🤍

Chega um momento em que alguns espaços deixam de fazer sentido. Conversas que antes fluíam passam a cansar. Ambientes co...
26/03/2026

Chega um momento em que alguns espaços deixam de fazer sentido. Conversas que antes fluíam passam a cansar. Ambientes conhecidos começam a soar estranhos. E surge uma sensação difícil de nomear: a de não pertencer mais.

Isso pode acontecer em mudanças de trabalho, de fase de vida, de relações. E, muitas vezes, vem acompanhado de dúvida e culpa, como se algo estivesse errado com você.

Mas, do ponto de vista psicológico, esse deslocamento também pode ser sinal de maturidade. À medida que você se transforma, nem todos os lugares acompanham esse movimento. E insistir em caber onde já não faz sentido costuma custar caro emocionalmente.

O não-pertencimento, embora desconfortável, pode ser um intervalo importante. Um espaço entre o que já não te representa e o que ainda está sendo construído. 💛

Na psicanálise winnicottiana, a capacidade de estar só é vista como um marco importante do desenvolvimento emocional. Cu...
21/03/2026

Na psicanálise winnicottiana, a capacidade de estar só é vista como um marco importante do desenvolvimento emocional. Curiosamente, ela não nasce do isolamento, mas da experiência de ter sido acompanhado.

Quando, na infância, existe um ambiente suficientemente seguro, a criança aprende que pode existir sem precisar estar o tempo todo em alerta. Aos poucos, ela desenvolve a possibilidade de brincar, pensar e simplesmente estar consigo.

Na vida adulta, isso aparece como a capacidade de tolerar momentos de silêncio, de pausa, de contato interno, sem que a solidão seja imediatamente sentida como abandono.

Para muitas pessoas, estar só ainda é vivido como ameaça. Não porque falte companhia, mas porque faltou, em algum momento da história, uma presença que oferecesse segurança emocional.

Cultivar essa capacidade não significa se afastar dos outros. Significa poder existir também na própria companhia, com mais continuidade de si.

Muitas mulheres aprenderam cedo a ocupar o lugar da que organiza, cuida, prevê, ampara. A que sustenta emocionalmente a ...
06/03/2026

Muitas mulheres aprenderam cedo a ocupar o lugar da que organiza, cuida, prevê, ampara. A que sustenta emocionalmente a casa, o trabalho, os vínculos. A que percebe o que ninguém percebe. A que antecipa conflitos. A que resolve.

Com o tempo, esse lugar deixa de ser escolha e vira identidade.

Na clínica, é comum ouvir mulheres que não sabem descansar sem culpa. Que sentem dificuldade em pedir ajuda. Que confundem amor com responsabilidade constante. Que carregam a sensação de que, se elas não segurarem tudo, algo desmorona.

Mas sustentar todos os outros sem ser sustentada também cansa. E muito.

Talvez o cuidado comece quando essa mulher possa existir para além da função. Quando ela possa ser frágil sem perder valor. Quando possa ser cuidada sem sentir que falhou.

Não é sobre força. É sobre humanidade.🩷

Receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta — o chamado diagnóstico tardio — costuma se...
04/03/2026

Receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta — o chamado diagnóstico tardio — costuma ser atravessado por sentimentos ambivalentes. Para muitos, há alívio: finalmente existe uma explicação para anos de sensação de inadequação, exaustão social ou esforço constante para “se adaptar”. ‼️

Mas também pode surgir luto. Luto pelo tempo em que não houve compreensão, pelas cobranças internalizadas, pelas críticas que foram tomadas como falhas de caráter e não como diferenças neurológicas.

Adultos autistas frequentemente passaram anos mascarando características — aprendendo roteiros sociais, forçando contato visual, suprimindo estereotipias — o que pode gerar sobrecarga, ansiedade e esgotamento. O diagnóstico não muda quem a pessoa é, mas reorganiza a forma como ela compreende sua própria história.

Falar sobre diagnóstico tardio é ampliar acesso à informação, reduzir estigma e fortalecer o direito ao reconhecimento. Autismo não é falta, não é atraso emocional e não é incapacidade. É uma forma diferente de funcionamento neurológico que merece respeito, escuta e suporte adequado. 🫂

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Rua Afonso Dias De Araújo, Nº 68, Sala 6
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37740000

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