07/05/2026
Existe uma pressão silenciosa para que a mãe acerte sempre.
Perceba o choro rápido, entenda tudo, responda do jeito certo, esteja disponível o tempo todo. Como se qualquer falha pudesse marcar de forma irreversível.
Winnicott propõe outra direção quando fala da mãe suficientemente boa.
Ele não está falando de perfeição. Está falando de presença real, que inclui falhas pequenas, suportáveis, que o bebê consegue atravessar.
Essas falhas têm uma função importante. Aos poucos, ajudam a criança a perceber que o mundo não responde imediatamente a tudo, e que ainda assim ela pode continuar existindo.
Quando não há espaço para errar, a maternidade pode virar um estado constante de tensão. Tudo precisa ser controlado, antecipado, ajustado.
Sustentar que não será perfeito abre um outro tipo de vínculo. Mais vivo, mais possível, mais humano. 🤍