18/10/2024
Ser médico hoje em dia é uma missão muito mais difícil do que há 17 anos atrás, quando me formei. A responsabilidade, a cobrança e a necessidade de atualização são cada vez maiores, nesse mundo conectado. Ao mesmo tempo em que não somos tão valorizados e bem remunerados como antes. Para manter as contas em dia e a educação continuada essencial para exercício da profissão, muitos se submetem a rotinas extenuantes de trabalho. Os médicos estão perdendo o que estudaram para prover: sua saúde física e mental.
As vezes me pergunto se vale a pena ser médico atualmente. E a resposta é: Se não for por amor, não vale.
Medicina não é sacerdócio, é uma profissão como as outras. Talvez a que exige mais responsabilidade, dedicação e conhecimento. Conhecimento esse que é o que nos diferencia e não o número de seguidores ou os antes x depois (por muito tempo proibidos pelo nosso código de ética).
Sabemos o quanto um procedimento estético pode ter um efeito lindo ou complicações seríssimas, se executado de maneira errada. Um procedimento realizado no rosto pode ter repercussão sistêmica. Portanto o profissional que o realiza tem que saber reconhecer e tratar as intercorrências. O procedimento barato saíra caro para o paciente se tiver que procurar outro profissional para corrigi-lo. Mas quando alertamos sobre isso, somos acusados de querer fazer reserva de mercado. Não somos só carimbadores de receitas e atestados.
Os procedimentos estéticos são só a ponta do Iceberg. Antes de antes de chegarmos ao glamour da estetica, passados pelo pronto socorro, vivemos a realidade da doença e da morte. Por isso só fazemos aquilo que temos segurança de poder executar.
Valorize sua vida e seu corpo! Escolha bem quem cuida dele.