16/02/2026
👉🏻 O Carnaval pode ser entendido como um momento socialmente autorizado de “suspensão temporária das normas”, onde impulsos reprimidos encontram uma via de expressão. Mas a questão não é apenas “excesso”, mas o que será que esse excesso está encobrindo?
‼️ Freud propôs que muitos desejos e conflitos internos são reprimidos para que possamos viver em sociedade. No Carnaval, fantasias, erotização, álcool e desinibição podem funcionar como uma válvula de escape.
Mas, paradoxalmente, o excesso pode também servir para evitar o contato consciente com conflitos mais profundos, como angústias, frustrações, insatisfações afetivas. Em vez de elaborar o conflito, ele é “diluído” na festa.
‼️ Ainda para a psicanalítica, o sujeito pode usar mecanismos de defesa como:
Negação – “Está tudo bem, é só festa.”
Racionalização – “Carnaval é para exagerar mesmo.”
Atuação (acting out) – Em vez de refletir sobre o conflito, ele é descarregado em comportamentos impulsivos.
🚨 O excesso pode ser uma forma de agir o conflito em vez de pensá-lo.
‼️ Freud também falava do conflito entre Id (impulsos), Ego (mediação) e Superego (normas internalizadas). No Carnaval, culturalmente, o Superego coletivo relaxa em suas exigências.
Esse relaxamento pode trazer prazer e alívio, mas também pode servir como uma fuga temporária de conflitos morais ou existenciais, que retornam após a festa, e às vezes, com culpa ou vazio.
‼️ E pra finalizar, sabemos que o excesso é uma tentativa de tamponar a falta.
Jacques Lacan diz que o desejo humano gira em torno de uma “falta estrutural”. O excesso (de bebida, s**o, estímulos) pode ser uma tentativa de preencher essa falta, algo que nunca se completa.
👉🏻 Assim, o Carnaval pode intensificar tanto o gozo quanto a sensação de vazio posterior.
Agora me conta, o que você está tentando esconder?
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