16/10/2023
Hoje recebemos uma notícia muito triste, o Sr. Sato faleceu esta madrugada. A família Sato nos recebeu em Itajaí desde 2011 até 2018, como nossos grandes amigos. Juntos vivemos muitas histórias e celebrações, tudo era motivo para estarmos juntos, as reuniões, as reuniões para programar as reuniões, visitas ou simplesmente para estarmos juntos, churrascos e todas as comidas que a Bah faz. Enviamos Daimoku para que o Sr.Sato atinja sua iluminação o mais breve possível. Um grande abraço fraterno e todos os amigos de Itajaí e Santa Catarina.
No budismo Nitiren, o conceito da eternidade da vida concede uma visão ampla e reconfortante perante o luto. No budismo, todos somos budas tanto em vida como em morte. O Buda Shakyamuni disse em certa ocasião:
“Quando estava vivo, ele era um buda em vida e agora é um buda morto. Ele é um buda tanto em vida quanto em morte. Esse é o significado da doutrina fundamental chamada atingir o estado de buda na forma que se apresenta”.
Cada indivíduo é parte de uma imensa massa energética que rege todos os fenômenos do universo. Quando vivos essa centelha energética que nos mantém vivos, fornece o ímpeto para estarmos ativos e dinâmicos, dotados de inteligência e força para desenvolvermos nossas tarefas cotidianas. Ao morrermos, essa centelha energética não se perde, retorna ao Universo e permanece latente. Uma analogia bastante próxima é a da gota d’água que sempre retorna ao mar, por meio de diferentes caminhos, percursos, obstáculos, mas continua a ser a mesma gota d’água com todas as suas propriedades e características.
Nenhum ser deste planeta pode se ver livre de adversidades. A todo momento um revés pode ocorrer e destruir a aparente harmonia existente. Porém, o budista tem ciência desse fato, mas não sucumbe pois sabe que há uma causa para que essa consequência ocorra. O Sutra do Lótus é claro nesse aspecto: toda causa têm uma consequência, assim como a Lei da Física, da ação e reação. Mesmo um buda está sujeito a essas adversidades.
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