23/10/2025
No luxuoso Salão do Progresso, em Piltover, o psicanalista Henrique Candella, com seu olhar aguçado e ar de quem decifra almas, encontrou-se casualmente com a detetive Caitlyn Kiramman.
Ele, habituado aos labirintos da mente, viu nela a determinação inflexível da "Xerife da Cidade do Progresso". Caitlyn, sempre em busca de pistas e motivada pela lei, notou o semblante calmo e a aura de observação atenta de Henrique.
"Interessante," pensou Henrique, "tanta ordem externa, mas que tormentas internas ela reprime para sustentar essa fachada?"
Caitlyn, por sua vez, ponderou: "Ele me observa como se estivesse analisando um criminoso... Ou talvez a 'C' que nunca consigo pegar. O que um homem desses saberia sobre o subtexto do crime?"
A breve troca de olhares foi um estudo. Henrique sentiu que a disciplina dela era uma armadura contra um caos profundo. Caitlyn percebeu que aquele homem parecia ler as intenções não ditas de cada cidadão de Piltover, algo mais sutil e talvez mais perigoso do que qualquer bandido de Zaun.
O psicanalista sorriu levemente. "Os mistérios mais difíceis de resolver, detetive, são sempre aqueles que carregamos conosco."
Caitlyn não sorriu. "E os mais urgentes, doutor, são os que ameaçam a ordem desta cidade."
Um breve, mas profundo, encontro entre a razão analítica e a ordem metódica, ambos tentando decifrar o indescifrável.