19/01/2026
Repetir padrões não é falta de amor-próprio, é tentativa inconsciente de reparação.
Freud chamou isso de compulsão à repetição: onde a pessoa revive o trauma tentando, finalmente, ter outro final. Mas sem consciência, sem tratamento, sem conhecimento o final costuma ser o mesmo.
Exemplo:
Mulheres que sempre se envolvem com parceiros emocionalmente indisponíveis.
No início, a relação costuma ser vivida com intensidade e promessa: acolhimento, cuidado, reparação.
A psicanálise nos mostra que, nessa fase, não nos relacionamos apenas com o outro real, mas com aquilo que projetamos nele. Esperanças antigas, faltas primárias e desejos não elaborados entram em cena.
Com o tempo, o vínculo deixa de sustentar essa idealização. O outro se mostra humano, limitado, diferente do que foi inconscientemente esperado.
É nesse momento que o conflito aparece, não apenas pelo que o outro faz, mas pelo que ele não consegue preencher.
Neste movimento de compulsão à repetição: a pessoa revive, nas relações atuais, experiências emocionais antigas, tentando inconscientemente dar um novo final ao que ficou em aberto.
O problema é que, sem elaboração, o roteiro se repete e a dor também. Por este motivo a terapia se faz necessário.
Assim, relações não se tornam dolorosas porque “sempre dão errado”, mas porque carregam demandas inconscientes que nenhum parceiro consegue sustentar. Cada um tem a sua.
Quando o passado não é reconhecido, ele dirige os vínculos do presente.
✨ O que você espera que o outro repare hoje, e que, na verdade, pertence à sua história?
Orientação:
Não se pergunte “por que comigo?”, mas o que isso tenta resolver em mim?
Não continue em caminhos longos, se cuide, olhe para dentro.
Leidiane Feitosa da Costa Lima
Psicóloga Clínica | Psicanalista
Especialista em Traumas Emocionais
📍 Granja Viana e Alphaville
💻 Atendimentos presenciais e online